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04/11 -
03:38
, atualizada às 15:45 04/11 -
Redação com agências internacionais
Pelo menos 130 milhões de americanos vão às urnas para escolher o novo presidente dos Estados Unidos nesta terça-feira. Os cidadãos americanos enfrentam longas filas em todo o país desde a madrugada de hoje para participar de um pleito presidencial no qual se espera um número recorde de eleitores.
Direto dos EUA: repórter do iG acompanha a reta final da disputa
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AP |
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Obama atrai milhares de eleitores ao Centro Cívico de Denver, Colorado |
Por enquanto, não há registro de problemas graves com os variados sistemas de votação que existem em todo o país.
Segundo relatório divulgado pela American University, mais de 73% dos americanos maiores de 18 anos se registraram para votar. O número é o maior desde 1920, quando foi aprovado o voto feminino. Antes mesmo da votação de hoje, cerca de 29 milhões de eleitores já haviam votado nas eleições antecipadas.
As urnas fecham em partes de Indiana e Kentucky às 18h (21h em Brasília) e a votação vai gradualmente se encerrando em todos os 50 Estados e no Distrito de Columbia. No Alasca, algumas urnas ficarão abertas até as 4h de quarta-feira, no horário de Brasília.
Os americanos vão escolher entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. Obama e seu candidato a vice-presidente, Joe Biden, assim como John McCain e sua candidata a vice, Sarah Palin, já votaram.
Os dois candidatos deverão aguardar os resultados nos Estados que representam no Senado (Obama em Illinois, McCain no Arizona).
Além de votar para presidente, os americanos vão votar em novos congressistas e, em alguns Estados, escolher um novo governador e opinar em referendos.
O Último Segundo acompanha, direto dos Estados Unidos, a votação. O enviado especial Leandro Meireles Pinto trará ao longo do dia todas as informações de Chicago, onde Barack Obama, se eleito, promete realizar a festa da vitória. De Nova York, o colunista Caio Blinder participará de chat e trará análises sobre as eleições americanas. Ainda participam da cobertura do iG os colunistas Gerald Thomas, Régis Bonvicino e Nahum Sirotsky.
O internauta, pelo iG, também poderá acompanhar em tempo real a apuração dos votos e as últimas notícias desta eleição que, seja qual for o resultado, vai ficar marcada como uma das mais emocionantes dos Estados Unidos.
Obama X McCain
As últimas pesquisas de intenção de voto apontam o candidato democrata Barack Obama como favorito. Segundo a pesquisa da Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada nesta terça-feira, nacionalmente, Obama tem uma vantagem de 11 pontos percentuais sobre o republicano John McCain.
A tarefa de McCain, de acordo com as pesquisas, é difícil. Para virar o jogo, o republicano precisa ganhar em todos os Estados indecisos e ainda vencer em Estados importantes onde Obama lidera hoje, como Pensilvânia, Ohio e Virgínia.
Às vésperas da votação, os dois candidatos realizaram uma maratona em busca de votos. Eles passaram por nove Estados. McCain fez comício no Estado do Arizona, sua base eleitoral, visitou o Tennessee, Pensilvânia, Indiana, Novo México e Nevada. Obama, por sua vez, decidiu concentrar todas as suas forças em três Estados-chave - Flórida, Carolina do Norte e Virgínia - onde os republicanos venceram a disputa na última eleição presidencial, em 2004.
Na maratona, a questão econômica foi um dos principais assuntos discutidos pelos candidatos. Se no início do ano, o foco da campanha ainda parecia ser o Iraque, refletindo a preocupação do eleitorado americano com as mortes de soldados nas operações no país; com a crise financeira agravada, a principal preocupação do eleitorado americano passou a ser a economia.
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| McCain reúne multidão em comício no Fórum do Condado de Dalaware |
Racismo e novos eleitores
Embora as pesquisas apontem o favoritismo de Obama, muitos fatores poderiam explicar uma surpresa republicana nesta terça-feira. Entre eles está o fato de Obama ser negro e se isso influenciará os eleitores; se os milhares de novos eleitores registrados irão de fato comparecer às urnas e o "efeito Palin" - se a vice de McCain, Sarah Palin, vai empolgar ou afastar o eleitorado.
Nos Estados Unidos, o presidente não é eleito pelo voto popular, mas sim por um Colégio Eleitoral. Cada Estado envia um certo número de delegados para o colégio, baseado no tamanho da sua população.
Para ser eleito, um candidato precisará obter nesta terça-feira o "número mágico" de pelo menos 270 dos 538 delegados do colégio eleitoral. A cada vitória estadual, os delegados são distribuídos ao candidato que obtiver mais votos.
Com informações da Reuters, da BBC e da Efe
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