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04/11 -
01:16
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Redação com agências internacionais
As eleições americanas são bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil. Lá, o voto não é obrigatório e a escolha do novo presidente dos Estados Unidos acontece de forma indireta. Existem apenas dois partidos majoritários (Democrata e Republicano) e cada um escolhe seu candidato por meio do voto popular durante as chamadas eleições primárias.
A eleição presidencial nos EUA consiste, na prática, em 50 eleições simultâneas. A votação não é nacional e cada Estado escolhe seu candidato - quanto mais populoso o Estado, mais representantes no colégio eleitoral ele terá. Ao todo, esses representantes eleitos somam 538 votos na decisão final.
A disputa pelo cargo máximo da nação tem como prazo final o dia 4 de novembro, mas começa bem mais cedo, com as eleições primárias. Este ano, foram oito pré-candidatos democratas e oito republicanos. Ao contrário do Brasil, nos EUA os partidos delegam a escolha do candidato do partido ao voto popular.
Em 2008, as séries de votações começaram no dia 3 de janeiro, no Estado de Iowa. Os grandes momentos desse período foram protagonizados pelos democratas Hillary Hodham Clinton, senadora por Nova York, e Barack Obama, senador por Illinois. A disputa foi vencida por Obama, que obteve maioria em 32 Estados.
No Partido Republicano, John McCain, senador por Arizona, que tinha vantagem desde o início da disputa, venceu em 35 Estados.
Eleições Gerais
Encerrada as primárias, começam as eleições gerais. Cada Estado tem um número de representantes no Colégio Eleitoral proporcional à sua população. É o Colégio Eleitoral que dá o voto decisivo e segue a vontade popular do Estado que representa.
O Colégio é formado por 538 delegados e o vencedor precisa de no mínimo 270 votos para ser eleito. Cada eleitor de um determinado Estado vota em seus delegados (democrata ou republicano) e o número de delegados eleitos por cada partido representa o voto popular no
Colégio Eleitoral. Em quase todos os Estados, o vencedor do voto popular, mesmo que por uma margem mínima, leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado.
Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população.
Apesar do número de delegados ser proporcional ao de habitantes, existe uma regra que prevê um número mínimo de eleitores, como acontece com Dalaware, Estado do vice-presidente Joe Biden, que conta com 3 delegados e 783 mil habitantes (levantamento do 2000).
O Estado que conta com o maior número de delegados e é disputado por todos os candidatos é a Califórnia, com 36,4 milhões de habitantes e 55 votos no Colégio Eleitoral.
Por causa deste sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional, como aconteceu no pleito de 2000, quando George W. Bush venceu Al Gore, mas teve um número de votos menor.
Votação antecipada
O dia da eleição tradicionalmente é no dia 4 de novembro, mas em mais de 30 Estados americanos a votação antecipada é permitida. O voto antecipado tem muitas vantagens e a principal delas é que torna mais provável que os eleitores registrados participem do processo democrático.
Em 2008 essa prática fez sucesso entre os eleitores americanos. Na Flórida, mais de um milhão de pessoas passaram pelos centros de votação antecipada e algumas chegaram a esperar horas nas filas. Na Geórgia também, mais de um milhão de pessoas votaram antes do dia 4 de novembro. Há quatro anos, esse número não chegou a 500 mil neste Estado.
Entre as causas de tanta procura pelas urnas, antes mesmo do dia oficial da eleição, estão o grande número de novos eleitores registrados, o desejo de evitar os problemas de apuração e o caos vivido nos dois últimos pleitos presidenciais.
Os 'nanicos'
Engana-se quem pensa que nesta terça-feira as únicas opções dos eleitores são Obama e McCain. Outros 12 candidatos, os chamados “nanicos”, estão nessa corrida e também sonham com a Casa Branca.
Este ano, correm por fora Bob Barr, o independente Ralph Nader e, em menor medida, Chuck Baldwin, do Partido da Constituição, e a candidata dos Verdes, Cynthia McKinney. Nas últimas pesquisas, esses candidatos pareciam com 1% ou 2% das intenções de voto.
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