24/07 - 12:07 - Redação com EFE
WASHINGTON - Se John McCain for eleito presidente, transformará as relações com a América Latina em "prioritárias", de acordo com o principal assessor do candidato republicano em política externa, Randy Scheunemann, que criticou Barack Obama por "nunca" ter visitado a região.
"O senador McCain concede uma grande importância à América Latina", explicou Scheunemann em entrevista na qual detalhou as grandes linhas da política externa de McCain se chegar à Casa Branca.
Ele mencionou, nesse sentido, que o diálogo e o aprofundamento dos laços com os países aliados guiarão as relações internacionais se o candidato presidencial republicano vencer as eleições de 4 de novembro.
Prioridade latina
McCain insistiu no papel "altamente prioritário" que a América Latina teria em um potencial mandato, e citou como prova do compromisso do senador com a região as "dúzias de vezes" que visitou os países latino-americanos.
"Não só fez dúzias de visitas, também destinou tempo no curso desta campanha para viajar à Colômbia e ao México", disse o assessor de McCain, que criticou ao candidato presidencial democrata, Barack Obama, por "nunca" ter visitado a região.
Scheunemann também atacou o senador por Illinois por se opor ao Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia e por querer revisar o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, em inglês).
Segundo ele, o que descreveu como protecionismo de Obama provocaria o "arrefecimento" da América Latina e representaria "um enorme golpe" para a abertura e a prosperidade na área.
A campanha de Obama, que anunciou a intenção de visitar a América Latina, mas sem especificar data, disse que o senador tem "uma visão clara" para as relações dos EUA com as Américas.
"Como presidente, trabalhará para impulsionar a democracia, as oportunidades e a segurança", explicou Dan Restrepo, principal assessor de Obama para assuntos da América Latina e do Caribe.
Além da América Latina, o assessor de McCain insistiu nas diferenças entre os dois adversários em outros assuntos chaves.
Scheunemann destacou que o senador republicano se mantém firme na oposição a um calendário para a retirada das tropas do Iraque, algo defendido por Obama.
Ele disse que a postura não mudou, apesar de o Governo iraquiano ver como possível uma retirada das tropas de combate americanas em 2010 e ao fato de que a Casa Branca alcançou um acordo com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, para estabelecer um marco geral para a retirada.
O assessor antecipou também que, se vencer em novembro, McCain perseguirá laços mais estreitos com a Europa, uma maior abertura política na China, uma política comum transatlântica com relação à Rússia e esforços diplomáticos multilaterais para fazer frente ao regime de Teerã.
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