23/07 - 11:21 - Redação com agências internacionais
JERUSALÉM - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quarta-feira um sólido apoio a Israel, cuja existência ele qualificou como "milagre". No mesmo dia, o senador teve discretos encontros com líderes palestinos.

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A visita a Israel tem um alvo claro, o grande eleitorado judeu dos EUA.
"Estou aqui nesta viagem para reafirmar a relação especial entre Israel e os EUA, ao manter o compromisso com sua segurança, e a minha esperança de que eu possa servir como um parceiro efetivo, seja como senador ou presidente, para trazer uma paz mais duradoura à região", afirmou.
Encontro com Shimon Peres
Em encontro com o presidente de Israel, Shimon Peres, Obama disse que Israel é "um milagre que floresceu" desde sua criação, há 60 anos. Mais tarde, usando um solidéu, ele depositou flores brancas no memorial do Holocausto Yad Vashem.
"Que nossos filhos venham aqui e conheçam esta história, para que possam somar suas vozes aos que proclamam 'nunca mais''', escreveu Obama no livro de visitantes do museu.
Ele também esteve com o ministro da Defesa, Ehud Barak, e com o líder oposicionista Benjamin Netanyahu. Mais tarde, ainda iria se reunir com a chanceler Tzipi Livni e com o primeiro-ministro Ehud Olmert.

De solidéu, Obama visitou o Memorial do Holocausto Yad Vashem / Reuters
Encontro com palestinos
Obama também foi a Ramallah, na Cisjordânia, onde passou uma hora com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e com seu primeiro-ministro, Salam Fayyad.
Mas, para não desagradar o eleitorado judeu dos EUA, ele evitou dar muito destaque ao fato e não fez declarações posteriores -- assessores disseram que ele iria divulgar mais tarde uma nota a respeito.

Obama também se encontrou com Mahmoud Abbas / Reuters
Centenas de policiais palestinos, armados com rifles automáticos, patrulhavam as ruas de Ramallah quando a comitiva de Obama chegou. No caminho desde Jerusalém, o candidato passou pelo muro que separa a Cisjordânia de Israel e também por assentamentos judaicos, dois itens espinhosos no processo de paz da região.
Antes da visita, o negociador palestino Saeb Erekat disse torcer por um acordo com Israel ainda durante o mandato do presidente George W. Bush nos EUA, que vai até janeiro. Caso isso não seja possível, acrescentou, ele espera que o novo presidente norte-americano 'mantenha o rumo' e busque a paz de forma 'séria e expedita'.
Declarações dividem palestinos
Em junho, Obama desagradou os palestinos ao dizer, num evento judaico, que Jerusalém deveria ser a capital "não-dividida" de Israel.
Os palestinos reivindicam como capital de seu futuro Estado a parte oriental de Jerusalém, que foi anexada por Israel sem reconhecimento internacional. Israel diz que Jerusalém é sua capital "eterna e indivisível".
Posteriormente, Obama disse que se expressou mal em seus comentários.
Desconfiança de eleitores
Obama, que enfrenta o republicano John McCain nas eleições de novembro, luta para superar desconfianças entre alguns eleitores judeus nos Estados Unidos sobre a intensidade de seu comprometimento com Israel.
Mas ele também decepcionou alguns líderes palestinos ao afirmar no mês passado que Jerusalém deveria ser a capital indivisa de Israel.
Palestinos querem que o lado oriental de Jerusalém, tomado por Israel em 1967, seja a capital de seu futuro Estado. Obama afirmou posteriormente ter se expressado mal ao fazer o comentário.
"Viagem de estadista"
O senador chegou a Israel procedente da Jordânia, após visitar Afeganistão, Kuwait e Iraque, durante uma viagem destinada a projetar sua presença internacional, de olho na eleição de novembro.
Depois de Israel e Cisjordânia, onde o candidato passará a quarta-feira, Obama continuará sua viagem por três países aliados na Europa: Alemanha, França e Inglaterra.
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Com AFP, Reuters e EFE

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