04/03 - 15:41 , atualizada às 19:30 04/03 - EFE

WASHINGTON - Os pré-candidatos democratas Hillary Clinton e Barack Obama terão hoje nas prévias dos estados de Ohio e Texas um momento decisivo para o futuro da campanha presidencial do partido e que, no campo republicano, deve oficializar a candidatura de John McCain.
Além de Texas e Ohio, que contando com os superdelegados fornecem respectivamente 228 e 164 delegados para a Convenção Democrata, os pequenos Estados de Rhode Island e Vermont também realizam primárias hoje.
Em Rhode Island, as pesquisas colocam Hillary como a provável vencedora, enquanto Obama pode ganhar em Vermont com uma vantagem de quase vinte pontos.
Por outro lado, as coisas não estão claras em Texas e Ohio, dois Estados-chave que habitualmente passam despercebidos no processo de prévias - porque votam tarde, quando o candidato de cada partido geralmente já está definido - e que desta vez ganham muita importância.
Com isso, tanto Obama quanto Hillary intensificam suas campanhas nestes Estados, nos quais as pesquisas resistem em apontar um claro favorito, apesar de mostrarem uma perda da grande vantagem que a ex-primeira-dama teria tido em algum momento.
Os números publicados hoje pela emissora de televisão americana "CNN" confirmam que a batalha está extremamente acirrada. No Texas, Obama está dois pontos na frente de Hillary, enquanto que em Ohio a pré-candidata democrata aparece com cinco pontos de vantagem frente ao senador por Illinois.
As pesquisas também mostram que há um grande número de eleitores indecisos e que as vantagens que ambos têm nos dois estados estão tecnicamente dentro das margens de erro das pesquisas.
Nestas circunstâncias, os dois pré-candidatos democratas garantem que ganharão em Ohio e Texas, algo que Hillary tem que conseguir se quiser continuar com chances reais de obter a candidatura presidencial de seu partido.
Sendo assim, a noite de hoje será um momento-chave especialmente para Hillary. Entretanto, se a senadora não vencer em Texas e Ohio, precisa ficar bem perto de Obama - os delegados democratas são divididos de maneira proporcional ao número de votos obtidos - para poder manter suas chances.
Em fevereiro, o ex-presidente americano Bill Clinton foi bastante expressivo sobre o assunto quando disse que sua esposa tem que ganhar as primárias em Ohio e Texas para poder seguir na disputa.
Mas a pergunta agora é: e se não vencer? Há respostas e conselhos para todos os gostos. Vários estrategistas democratas concordam em que, se Hillary não for capaz de reagir hoje contra a arrancada de seu concorrente, deve encerrar sua campanha pelo bem do partido.
Com a desistência da ex-primeira-dama, os mesmos estrategistas consideram que Obama pode começar a construir uma candidatura forte capaz de vencer McCain.
Desde a "superterça", no dia 5 de fevereiro, o senador republicano já se apresenta como o candidato de seu partido e trabalha para unir todas as forças conservadoras a seu favor.
Os democratas são conscientes de que, a esta altura da campanha, o problema não é mais quem concorrerá à presidência pelo partido, mas sim ter um candidato o mais rápido possível.
E devem estar certos, já que Rush Limbaugh, famoso comentarista político ultraconservador, surpreendeu nas últimas horas ao incentivar seus ouvintes republicanos no Texas a aproveitarem as peculiaridades das normas eleitorais dos Estados Unidos e irem às urnas para votar em Hillary.
"Eu quero que Hillary continue!" disse Limbaugh que, como republicano, quer que os democratas demorem a definir seu candidato para, desta forma, dar força a McCain.
John McCain é, sem dúvida, quem terá a noite mais tranqüila hoje já que, com suas previsíveis vitórias, conseguirá obter os 1.191 delegados necessários para ser candidato presidencial pelo Partido Republicano.
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