Termina sem acordo reunião de Bush sobre plano econômico

WASHINGTON - A reunião convocada pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com os candidatos à Casa Branca John McCain e Barack Obama e com os legisladores dos partidos republicano e democrata terminou sem acordo sobre pacote para salvar a economia. Ao deixar o encontro, o Barack Obama afirmou que o acordo entre os partidos ainda precisa de mais trabalho.

Redação com agências internacionais |

"Eu acho que eventualmente vamos chegar a um acordo", disse Obama à CNN. "Acho que vai haver algumas discussões entre o presidente, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, os republicanos da Câmara e talvez os republicanos do Senado para determinar o que exatamente eles querem ver adicionado para fazer a coisa toda funcionar", completou o democrata.

Já o senador e candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, John McCain, disse hoje em entrevista à rede ABC News que "nunca houve nenhum acordo" entre a Casa Branca e o Congresso sobre o plano para socorrer as instituições financeiras. "Eu sabia, ao entrar [na reunião], porque já havia estado com meus colegas republicanos na Câmara, que nunca houve um acordo. Mas eu acredito que a reunião foi importante para fazer o processo avançar", afirmou McCain.

No encontro sem precedentes, que durou aproximadamente uma hora, líderes republicanos demonstraram sua oposição ao princípio de acordo alcançado por um grupo de líderes das duas legendas, o que os obrigará a continuar negociando.

A reunião do chefe de Estado americano com Obama e McCain aconteceu depois de um grupo de legisladores democratas e republicanos anunciar um princípio de acordo sobre o pacote de ajuda para a compra dos títulos de má qualidade dos bancos. Os congressistas apresentarão hoje sua proposta ao secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

Nem Obama ou McCain, sentados nas extremidades opostas da mesa na sala do Gabinete da Casa Branca, falaram durante o breve momento em que foi permitido o acesso da imprensa para o registro da reunião.


Com Bush no centro, candidatos ocuparam extremidades da mesa / AP

Em declarações, Bush alertou que o país entrará "em uma crise econômica séria" caso o programa de resgate não seja aprovado.

"Sabemos que precisamos fazer algo o mais rápido possível", disse o presidente dos EUA, ao lado da líder da Câmara Baixa, Nancy Pelosi, e do representante da maioria democrata no Senado, Harry Reid.

Bush insistiu em que a solução sobre o plano de resgate deve ser "bipartidária".

Também estiveram presentes à reunião entre Bush e congressistas os líderes dos republicanos no Senado e na Câmara Baixa, Mitch McConnell e John Boehner, respectivamente.

Proposta de US$ 700 bi

A proposta dos líderes republicanos e democratas envolve mudanças importantes no plano inicial do Governo, pois tenta dividir o programa de resgate financeiro de US$ 700 bilhões em parcelas de US$ 250 bilhões, US$ 100 bilhões e US$ 350 bilhões.

O Congresso poderia reter inclusive esta última quantia caso não estivesse satisfeito com o desempenho do programa, que também exige que os contribuintes tenham ações das empresas beneficiadas pelo pacote de resgate e que se restrinjam os salários dos executivos destas instituições.

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