Sarah Palin vai tentar superar as polêmicas na Convenção Republicana

ST. PAUL - A governadora do Alasca e candidata a vice de John McCain, Sarah Palin, tenta convencer nesta quarta-feira os delegados do Partido Republicano na Convenção Nacional de St. Paul, Minnesota, de que sua presença na campanha pode ajudar os republicanos a chegarem à presidência dos EUA, apesar de seu currículo político marcado por polêmicas.

AFP |

Seu discurso certamente será bem recebido pelos delegados que participam da Convenção e que, terça-feira, explodiam em aplausos cada vez que o nome dela era citado . Mas a candidata de 44 anos é uma desconhecida da maioria dos americanos.

McCain, que ainda não chegou a St. Paul, insiste em defender a escolha de Sarah Palin como vice de sua chapa, destacando sempre que está "feliz" com ela a seu lado na corrida presidencial .

Até a primeira-dama, Laura Bush, e o presidente George W. Bush, dois conservadores do Partido Republicano, fizeram questão de tecer elogios à candidata em seus pronunciamentos na Convenção nesta quarta-feira.


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Escolha controversa

As controvérsias sobre a governadora do Alasca, cuja experiência em gestão governamental se reduz a dois anos no governo do estado e do trabalho como prefeita de uma pequena comuna de 9.000 habitantes, se multiplicaram nos últimos dias.

Eleita para seduzir a base mais conservadora do Partido Republicano, para a qual McCain não é um candidato atraente, Sarah Palin confirmou segunda-feira que sua filha Bristol, solteira, de 17 anos, está grávida , dizendo que a menor terá o filho e se casará com o pai da criança.

Ultraconservadora, próxima dos cristãos fundamentalistas, Sarah Palin, mãe de cinco filhos e claramente contrária ao aborto, foi apresentada como um baluarte moral.

O comitê de campanha de McCain indicou que o candidato já sabia da gravidez da filha de Sarah Palin quando anunciou seu nome como companheira de chapa. O público agora espera a reação dos conservadores do partido a esta notícia.

Além disso, a governadora está sendo investigada por suposto crime de influência no governo do Alasca envolvendo a demissão de seu ex-cunhado, mas nega a acusação. Ela disse que contratou um advogado para cuidar deste caso.

Sarah Palin será a oradora principal desta quarta-feira, terceiro dia da Convenção Republicana, que ganhou força na terça-feira depois da estréia ofuscada na véspera pela passagem do furacão Gustav.

O candidato republicano parece estar caindo diante de seu rival democrata Barack Obama, que aparece com 50% das intenções de voto, contra 43% para McCain, na pesquisa USA Today/Gallup.

McCain, de 72 anos, vai falar quinta-feira aos 2.400 delegados de seu partido, num evento que deve ser assistido por 20.000 pessoas no estádio de hóquei sobre o gelo reformado para a ocasião.

Campanha conjunta

Depois da Convenção, a chapa republicana fará campanha com seus dois candidatos juntos em estados-chaves como Sterling Heights (Michigan, norte) sexta-feira, Colorado Springs (Colorado, oeste) sábado, e Albuquerque (Novo México, sudoeste) domingo, indicaram fontes republicanas.

Uma pesquisa de uma organização feminina divulgada nesta quarta revela que a escolha de Sarah Palin não convence as mulheres dispostas a votar.

No total, 52% das entrevistadas afirmaram que preferem a chapa democrata Obama-Biden, enquanto 41% optam por McCain-Palin, segundo a pesquisa realizada pela organização "Emily's List", ligada aos democratas.

A sondagem, que ouviu 800 mulheres entre 31 de agosto e 1º de setembro, revela que Palin é mais "um freio que uma alavanca para a fórmula republicana".

Para 59% das eleitoras entrevistadas, a decisão escolher Palin como candidata à vice-presidência é fruto de um "cálculo político". Para 20% não têm como base critérios de "experiência e competência".

Para 50% das eleitoras, a escolha de Joe Biden como vice-presidente do candidato democrata Barack Obama está fundada em sua experiência.

Além disso, apenas 25% das mulheres entrevistadas se disseram impressionadas pela carreira de Palin, 16% estão muito impressionadas, 17% apenas um pouco e 32% consideram que a trajetória da governadora do Alasca é pouco impressionante.

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