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Sarah Palin tem dificuldades para atrair voto feminino

AKRON - Um dos argumentos usados pela campanha de John McCain para justificar a escolha de Sarah Palin como candidata à vice-presidência é o fato de ela atrair o voto feminio para a chapa republicana. Uma http://www.time.com/time/politics/article/0,8599,1846832,00.html?imw=Y target=_toppesquisa da revista Time mostra, no entanto, que a candidata é mais popular entre os homens e afastou o voto feminino das eleitoras independentes.

Leandro Meireles Pinto, repórter do iG nos EUA |

As mulheres têm um papel central na eleição deste ano . As eleitoras superam os homens em número de eleitores registrados em quase 9 milhões. A candidata à vice na chapa republicana, Sarah Palin, que tem lotado estádios e atraído um grande número de mulheres para seus comícios, não convence as pessoas que presenciaram o comício de Michelle Obama, mulher de Barack Obama, em um ginásio lotado da Buchtel High School, em Akron.

"Ela pode ser uma ótima pessoa, mas não é muito inteligente e bem informada para estar na política", afirmou a estudante Ashley Smith, de 22 anos. Segundo a estudante, as mulheres americanas estarão melhores representadas por pessoas como Michelle Obama, "que também é mãe, ótima oradora e ótima profissional", disse.

"Ser mulher não importa na hora de dar meu voto. Sarah Palin representa o que o partido Republicano tem de mais atrasado", disse Abby Martin, professora aposentada que afirmou ser republicana registrada desde quando começou a votar. "Meu voto este ano vai para os democratas porque não concordo com algumas atitudes de John McCain e não gosto de Sarah Palin", completou.

Para Abby Martin, além de despreparada, Palin representa uma visão atrasada do partido Republicano. "Ela é contra o aborto, eu sou a favor da escolha. Ela é a favor de armas, eu sou contra. A única coisa que temos em comum é o sexo", disse.

Segundo a professora aposentada, Palin tem algumas qualidades. "Certamente, não podemos negar que ela tem carisma e consegue animar uma platéia. Você já viu o tanto de gente que vai aos comícios dela?", perguntou. O operário Jerome Thompson, que estava ao lado ouvindo a conversa, interrompeu e brincou: "Sarah só reúne multidões em estádios por causa de suas belas pernas".

Lembrando as origens

No comício de sexta-feira em Akron, Ohio, Michelle Obama lembrou de suas origens como filha de operários de classe média. "Sou produto de uma família de classe trabalhadora, cresci no lado sul de Chicago, meu pai trabalhou para a cidade durante toda a vida", contou.


Michelle Obama discursa em Akron, Ohio / AP

Apesar de sofrer de esclerose múltipla, "nunca se queixou dos problemas", e como muitos americanos "levantava-se, ia trabalhar todos os dias", assinalou Michelle Obama. "O sonho pelo qual estamos lutando agora faz-me recordar meu pais e meus avós", disse.

Michelle Obama representou seu marido, Barack Obama, que teve que fazer uma pausa na campanha para visitar sua avó, que mora no Havaí e está muito doente.

"Como muitos de vocês sabem, Barack se ausentou hoje da campanha. Voou para o Havaí ontem à noite para ver a avó, a quem chamamos 'Toot'. Ela está passando bem, agora", disse Michelle.

Michelle Obama lembrou que a avó do senador por Illinois, Madelyn Dunham, de 85 anos, ajudou a criar seu marido, a quem transmitiu uma grande força interna.

Veja abaixo algumas imagens do comício de Michelle Obama:

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