Sarah Palin adota discurso duro contra Rússia em estreia na TV

A candidata republicana a vice-presidente dos EUA, Sarah Palin, disse na quinta-feira que se a Geórgia for admitida na Otan, Washington terá obrigação de defender o país de uma eventual agressão russa.

Reuters |

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Apesar de ser relativamente desconhecida no cenário nacional até duas semanas atrás, Palin disse em sua primeira entrevista como candidata, à ABC News, que se sente preparada para o cargo.

Falando de política externa, ela disse que uma invasão russa na Geórgia poderia atrair os EUA para uma guerra. "Talvez. Quer dizer, este é o acordo quando se é um aliado da Otan, que se outro país for atacado, espera-se que você seja chamado a ajudar", disse ela ao entrevistador Charles Gibson.

"E temos de ficar de olho na Rússia. Que a Rússia tenha exercido tal pressão em termos de invadir um país democrático menor, sem ser provocada, é inaceitável", disse ela.

A Rússia diz que invadiu a Geórgia no mês passado para evitar um genocídio na região separatista da Ossétia do Sul, cujo controle Tbilisi tentara recuperar pela força.

A escolha da conservadora Palin - uma mãe de cinco filhas, contrária ao aborto e defensora do direito às armas - empolgou a base eleitoral republicana, refletindo-se num avanço da candidatura de John McCain contra o democrata Barack Obama, segundo as pesquisas.

A campanha de McCain passou semanas "blindando" a candidata da imprensa, e escolheu Gibson e a ABC para estrear.

Críticos questionam sua capacidade para assumir a Presidência se algo acontecer a McCain, de 72 anos. Ela disse que já avisou o senador de que está preparada.

"Eu respondi 'sim' porque tenho confiança nessa preparação e por saber que não se pode piscar, é preciso estar ligada de modo a estar comprometido demais com a missão, a missão em que se está, reformar este país e [obter] a vitória na guerra, não dá para piscar", disse ela.

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