Rice descarta ser vice na chapa de McCain

A secretária de Estado, Condoleezza Rice, afirmou hoje que quando terminar seu trabalho no governo, voltará à Universidade de Stanford, e disse que não tem planos de concorrer à Vice-Presidência dos Estados Unidos na chapa do candidato republicano John McCain, como alguns tinham sugerido. Deixe-me dizer, antes de tudo, que o senador McCain é um americano extraordinário, um líder verdadeiramente único e obviamente um grande patriota, afirmou Rice durante uma entrevista coletiva conjunta com os chanceleres de México, Patricia Espinosa, e Canadá, Maxime Bernier. Voltarei a Stanford ou à Califórnia, ao oeste do Mississipi. Espero ver esta campanha e participar como eleitora, afirmou Rice, respondendo assim às crescentes especulações sobre suas aspirações políticas.

EFE |

"Tenho muito trabalho a fazer" em assuntos relacionados com a situação na Coréia do Norte, no Oriente Médio, no Paquistão, em Darfur e no Kosovo, afirmou a diplomata.

"Obviamente, é uma agenda muito intensa. Estou aqui sentada com meus colegas de México e Canadá para falar de assuntos hemisféricos.

Tenho muito trabalho a fazer e ficarei contente em voltar a Stanford", acrescentou Rice.

Antes de ser nomeada Conselheira de Segurança Nacional do presidente americano, George W. Bush, a secretária de Estado foi professora e um dos diretores da Universidade Stanford, na Califórnia.

No domingo passado, McCain afirmou não ter visto "sinais" de que Rice esteja interessada no posto de vice na chapa republicana no pleito geral de 4 de novembro.

"Perdi esses sinais. Acho que ela é uma grande americana", disse McCain ao elogiar a obra e vida de Rice.

O candidato republicano fez a declaração depois que Dan Senor, um estrategista do partido, sugeriu no domingo em um programa de televisão que Rice esteve montando uma campanha nos bastidores para ser companheira de chapa de McCain.

"Condi Rice esteve, inclusive em semanas recentes, ativamente fazendo campanha para isto", assegurou Senor.

Mas, em público, tanto Rice quanto o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, insistem em que a chefe da diplomacia americana voltará a Stanford ao finalizar seu trabalho no Governo.

Não é a primeira vez que Rice tem que responder às sugestões sobre suas possíveis aspirações políticas. Em 2006, ela teve que negar que concorreria à Presidência dos Estados Unidos.

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