Republicanos tentam devolver esperança a partidários em convenção

A Convenção Republicana na qual se nomeará oficialmente John McCain como candidato do partido à Presidência dos Estados Unidos começa nesta segunda-feira com o objetivo de devolver a esperança aos seguidores da legenda, e sob ameaça do furacão Gustav, que poderá modificar a agenda do evento.

EFE |


Os republicanos chegam a esta convenção um pouco mais fortes, depois de McCain conseguir subir este mês nas pesquisas e empatar tecnicamente com o candidato democrata Barack Obama.

A Convenção Republicana pretende aproveitar a reunião para reduzir a vantagem que Obama recebeu nas pesquisas após o fim do encontro democrata em Denver e tentar assumir a liderança quando começar oficialmente a campanha eleitoral na sexta-feira, depois do encerramento da assembléia em St. Paul.

Para isso, eles desejam que uma de suas figuras principais seja a aspirante à Vice-Presidência, a governadora do Alasca, Sarah Palin, cuja candidatura foi anunciada por McCain nesta sexta-feira.

Palin, que falará quarta-feira diante da convenção, segundo a agenda inicial, tenta conquistar os votos das mulheres que, nas primárias, apoiavam a democrata Hillary Clinton e que agora estão decepcionadas com o fato de sua favorita não ter conseguido um espaço no partido. Os republicanos esperam que a chapa McCain-Palin possa atrair os independentes.

O senador, com sua fama de não abaixar a cabeça para acatar as decisões de seu próprio partido, já é popular entre os eleitores, e espera que a escolha de uma governadora praticamente desconhecida sirva para atingir a mensagem de reforma e independência.

Além disso, Palin demonstra aos 44 anos uma juventude que McCain não tem. Com 72 anos, caso ganhe em novembro, será o presidente mais velho a assumir pela primeira vez a presidência dos Estados Unidos.

A insistência na mensagem de reforma e independência representa um problema para a campanha de McCain, que pretende desatrelar a imagem do candidato da do presidente americano, cuja popularidade se encontra em níveis muito baixos.

Na convenção, o senador pelo Arizona pode respirar "aliviado", já que Bush e o vice-presidente, Dick Cheney, não irão à Convenção Nacional Republicana por causa da ameaça de Gustav.

Os dois líderes fariam um discurso no primeiro dia da convenção republicana. Uma alternativa poderia ser que o presidente participe da convenção via videoconferência.

Os democratas usaram parte de sua campanha para relacionar McCain às políticas de Bush, principalmente no que diz respeito à Guerra do Iraque e ao desempenho na economia.

Finalmente, optou-se por reunir todos os que estão ligados à Casa Branca atual - Bush, sua esposa, Laura, e Cheney - no primeiro dia da convenção, em uma sessão sob o tema de "serviço". Este tema também poderia ser chamado de "oradores incômodos".

Como "discursador" do casal Bush falará o senador Joe Lieberman, que foi candidato democrata à Vice-Presidência em 2000 e que expressou apoio a McCain, para contrariedade de seus correligionários.

McCain pensou então em propor Lieberman à Vice-Presidência, mas seus assessores consideraram uma aposta muito arriscada.

Na terça-feira, o dia será dedicado à "reforma" e terá entre seus oradores os ex-candidatos republicanos nas primárias, Rudy Giuliani e Mike Huckabee.

Um dia depois, sob o lema "prosperidade", será a vez da esposa de McCain, Cindy, e da própria Palin. Para esse dia também estava previsto um discurso do governador da Louisiana, Bobby Jindal, que disse que não assistirá à convenção devido à ameaça de Gustav.

Na quinta-feira, a palavra-chave será "paz" e girará em torno do candidato presidencial, que pronunciará seu discurso para aceitar a nomeação.

Ao contrário do discurso de Obama na quinta-feira, em um estádio com capacidade para 84 mil pessoas, McCain falará na sede da convenção, o XCel Energy Center.

Espera-se que mais de 45 mil pessoas participem da convenção, entre delegados, jornalistas e voluntários, segundo os números dos organizadores do evento.

A reunião se realiza sob ameaça do furacão Gustav, que, na segunda-feira, pode atingir a Louisiana e talvez Nova Orleans, a cidade que o "Katrina" destruiu em 2005. Tal ameaça, se concretizada, poderá modificar a agenda da convenção.

Um porta-voz da convenção disse que o plano é seguir em frente com a reunião, mas, "como todos os americanos", afirmou "estar atento ao que ocorre no Golfo do México".

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