Republicanos dizem que vão surpreender até no voto hispânico em eleições

WASHINGTON - O presidente do Partido Republicano, Mike Duncan, disse a entrevista à Agência Efe que a maquinaria da legenda a qual dirige continua engordurada e desafiou as previsões mais pessimistas, até mesmo sobre o desfavorável apoio dos hispânicos, ao afirmar que a formação surpreenderá em novembro.

EFE |

"Vamos surpreender", afirmou durante a entrevista na sede do Partido Republicano em Washington, em referência às eleições de 4 de novembro, quando os Estados Unidos escolhem o novo presidente do país, renova as 435 cadeiras da Câmara de Representantes e mais de um terço dos 100 assentos do Senado.

Duncan pensa que os percentuais desfavoráveis com relação ao voto hispânico são reversíveis e prevê que as campanhas de mobilização de eleitores, os anúncios em espanhol e os comícios do candidato presidencial republicano, John McCain, em estados com uma alta presença hispânica ajudarão a diminuir a desvantagem.

Uma pesquisa do Centro Pew realizada no final de julho indica que 66% dos latinos preferem Obama, contra 23% que rejeitam o candidato democrata.

Duncan também não acredita que a oposição de muitos republicanos à reforma migratória, a qual a revista "The Economist" considera "visceral", tenha alienado o voto hispânico.

"Os hispânicos não votam em função de um só assunto", disse.

"Embora a imigração seja um tema importante, os latinos também se importam com o acesso a uma melhor educação, a segurança nacional e fiscal e os valores familiares", acrescentou.

Ele lembrou ainda que McCain foi um dos defensores do processo de reforma migratória que fracassou no Congresso no ano passado.

A última pesquisa do Centro Pew publicada na quarta-feira mostra que McCain mantém um empate técnico com Obama, que detém 46% das intenções de voto, contra 43% do republicano.

Sobre o Congresso, Duncan destaca que a maioria democrata, obtida em 2006, conta com baixa aceitação e que as soluções dadas recentemente pelos republicanos a problemas como os elevados preços energéticos, o colocam em uma melhor posição que acabará se refletindo nas pesquisas.

O presidente do Partido Republicano reconheceu a necessidade de uma renovação de idéias nas fileiras da legenda, mas negou que a formação esteja cansada e peque pelo cinismo, como afirmam alguns críticos.

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