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Pré-candidatura de Obama recebe impulso com apoio de superdelegados

Macarena Vidal Washington - O senador Barack Obama, aspirante democrata à Presidência dos Estados Unidos, recebeu hoje um novo impulso a sua candidatura frente à de sua adversária Hillary Clinton com o respaldo de três novos superdelegados e de um sindicato.

EFE |

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  • Os novos apoios significam que Obama, que quer ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, se aproxima da rival no partido em número de superdelegados que expressaram seu apoio a um ou outro aspirante, o único item no qual a senadora por Nova York lhe vence. Os respaldos são também um indício de que Obama se configura cada vez mais como o candidato de fato do Partido Democrata, faltando seis primárias.

    "Se forem observados todos os dados, é o candidato de fato", afirmou hoje em uma conferência organizada pela revista "The New Yorker" o congressista Rahm Emanuel, chefe do grupo democrata na Câmara de Representantes e que até agora se manteve neutro entre os dois pré-candidatos. Segundo a página de comentários políticos pela internet "RealClearPolitics.com", Obama conta com 265 superdelegados, enquanto Hillary tem o apoio de 272, de um total de 795.

    O apoio destes representantes, funcionários e personalidades do partido que podem decidir qual o aspirante que querem na Convenção de Denver, em agosto, é vital porque nem Hillary nem Obama já podem conseguir a nomeação apenas com os delegados que obtiveram nas primárias.

    Para conseguir a candidatura é necessário reunir pelo menos 2.025 delegados. Obama possui 1.854, e a senadora, 1.696, segundo o "RealClearPolitics".

    As seis primárias que ainda faltam ser disputadas somente fornecem 217 delegados no total.

    Obama obteve hoje o respaldo do congressista pelo Oregon Peter DeFazio, do legislador por Nova Jersey Donald Payne -até agora um partidário de Hillary - e do presidente do sindicato de funcionários americanos, Jerry Gage. O sindicato também expressou seu apoio ao senador por Illinois.

    "Acho que nossa gente reconhece o entusiasmo e a vitalidade após a campanha do senador Obama", explicou Gage.

    A ex-primeira-dama americana, que quer ser a primeira mulher a presidir os EUA, obteve, por sua parte, o respaldo do congressista pela Pensilvânia Christopher Carney.

    Para a senadora, o apoio de Carney é uma boa notícia em uma semana na qual enfrentou duros revezes.

    Na terça-feira, foi derrotada por Obama por 14 pontos percentuais nas primárias da Carolina do Norte, e só conseguiu vencer por dois pontos de vantagem em Indiana, onde as pesquisas lhe davam uma vitória folgada.

    Além disso, sua campanha revelou na quarta-feira que Hillary tinha desembolsado US$ 6,4 milhões para arcar com as despesas das primárias, em um indício de que a candidatura passa por dificuldades econômicas.

    Em fevereiro, a senadora já tinha cedido US$ 5 milhões de seu bolso.

    Já em 10 de abril, a campanha de Hillary admitiu dívidas no valor de US$ 10 milhões, e embora tenha conseguido arrecadar essa mesma quantia em um só dia após sua clara vitória na Pensilvânia, é possível que os "números vermelhos" tenham aumentado durante a corrida para as primárias em Indiana e Carolina do Norte.

    Vários analistas acreditam que podem ser precisamente os problemas econômicos que obrigarão a senadora a colocar fim às suas aspirações.

    Seu diretor de campanha, Terry McAuliffe, disse na quinta-feira sua candidata concluirá seus esforços pouco depois de 3 de junho, quando serão realizadas as últimas primárias, se até então não tiver obtido o respaldo dos superdelegados.

    Os dois pré-candidatos tinham previsto participar hoje de atos eleitorais no Oregon, e Hillarya ia fazer um comício em Kentucky.

    Ambos os estados celebrarão suas primárias em 20 de maio e a senadora por Nova York é favorita em Kentucky, enquanto as pesquisas apontam uma vantagem de Obama no Oregon.

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