Partido Republicano gastou US$ 150 mil com roupas para Palin e sua família

WASHINGTON - O Partido Republicano gastou mais de US$ 150 mil com roupas e acessórios para sua candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, e com sua família, informa hoje a revista Politico.

EFE |

A publicação diz que estas compras de uso pessoas geram dúvidas sobre sua legalidade de acordo com as normas da Comissão Federal Eleitoral americana (FEC, em inglês).

As compras começaram no início de setembro e incluem itens de lojas de departamento de luxo como Saks Fifth Avenue e Neiman Marcus, nas quais gastou mais de US$ 124 mil, assim como outras, onde não se comprou roupas apenas para a candidata, mas também para seus filhos e marido.

O Comitê Nacional Republicano "também gastou US$ 4.716,49 com cabelo e maquiagem em setembro, depois que não registrou despesas deste tipo em agosto", acrescentou a revista.

Perguntada pela "Politico" sobre estas despesas, a porta-voz de Palin, Maria Comella, se limitou a declarar que os responsáveis pela campanha eleitoral "não comentam decisões estratégicas sobre como são gastos os recursos financeiros destinados à campanha".


Palin: US$150 mil em roupas e acessórios / AP

A notícia também aparece quando a campanha do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, aparentemente enfrenta dificuldades financeiras.

Os recursos de cerca de US$ 50 milhões com os quais contou a campanha republicana contrastam com os US$ 150 milhões doados à campanha do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama.

Efeito "Palin"

As pesquisas mais recentes indicam que a candidatura da governadora do Alasca prejudicou a popularidade de McCain.

Em entrevista ontem à "CNN", Palin afirmou que tem mais experiência do que Obama.

"Tenho mais experiência que Barack Obama. Sabe que serviu 300 dias antes de se transformar em candidato presidencial, e isto não era um cargo executivo", declarou Palin à "CNN".

Apesar disto e da experiência de McCain, as pesquisas de opinião também não são favoráveis para a campanha republicana, cujo candidato à presidência dos EUA aumenta sua desvantagem frente a Obama .

A estas perspectivas se une o comparecimento de Palin à Justiça para responder a denúncias de abuso de poder por demitir um oficial de segurança no Alasca, caso no qual também está envolvido seu marido, Todd Palin.

A candidata deverá depor na próxima sexta na investigação sobre a demissão de Walter Monegan, que ocupava o cargo de comissário de Segurança Pública do Alasca e que alega ter sido despedido por ter se negado a afastar o agente Michael Wooten, que se divorciou da irmã de Palin.

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