Obama vai mudar percepção do mundo sobre os Estados Unidos, acreditam eleitores

PITTSBURGH - Change. A campanha de Barack Obama é baseada inteiramente na promessa de mudança para os Estados Unidos. Para os partidários democratas que estiveram em um comício do candidato na última segunda-feira, antes de qualquer mudança política, a eleição de Obama vai mudar a forma como o mundo olha os Estados Unidos.

Leandro Meireles Pinto, repórter do iG nos EUA |

Leando M. Pinto
Multidão acompanha comício de Barack Obama
Multidão acompanha comício de Barack Obama no Mellon Arena

Repetindo seu apelo por mudanças, Barack Obama discursou para cerca de 15 mil pessoas no Mellon Arena, em Pittsburgh, e convocou seus eleitores a "virarem a página" das políticas do atual governo.

"A eleição de Obama vai levar os Estados Unidos de volta ao nível que merece", afirmou Shelley Ferrantos, moradora de Pittsburgh. Segundo Shelley, o "maior legado" do governo Bush foi ter isolado os Estados Unidos do resto do mundo "de forma arrogante". "Obama está unindo pessoas diferentes aqui nos Estados Unidos e vai conseguir fazer isso com líderes mundiais também", explicou.

Eunice Chernoff, que trabalha em uma escola pública de Pittsburgh, tem opinião semelhante. "A mudança não vai ser só aqui nos Estados Unidos. Pessoas de todo o mundo estão olhando para a gente e esperando por mudanças. Acredito que os EUA vão voltar a ter uma posição de poder no mundo", explicou.

"As pessoas vão sentir que, talvez, as coisas possam voltar a se mover na direção certa", complementou o estudante Nick Watson, de 26 anos. "Não sei qual será a primeira mudança nas políticas do governo, mas a percepção da população será outra", explicou.

O "argumento final" de Obama

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Obama durante comício na segunda-feira
Obama durante comício na segunda-feira
A oito dias da eleição, o senador democrata, durante comício, culpou o atual presidente norte-americano, George W. Bush, pela cada vez mais grave crise financeira e disse que o candidato do Partido Republicano, John McCain, repetiria o governo atual ao tratar da economia.

"O senador McCain serviu este país de forma honrosa. E ele pode destacar alguns momentos, ao longo dos últimos oito anos, nos quais se afastou de George W. Bush a respeito da tortura, por exemplo", afirmou Obama no Mellon Arena, em Pittsburgh. "Ele merece crédito por isso. Mas, quando se trata da economia, quando nos concentramos na questão central desta eleição, a verdade pura e simples é que John McCain ficou ao lado deste presidente em todos os passos do caminho", completou.

O discurso que Obama proferiu em Pittsburgh e, no mesmo dia, em Ohio, foi descrito pelo comitê de campanha de Obama como a "argumentação final" do candidato, um discurso que deve ser enfatizado em um anúncio de 30 minutos a ser veiculado no horário nobre da TV norte-americana, na quarta-feira.

"Dentro de uma semana, vocês poderão virar a página quanto às políticas que colocaram a ganância e a irresponsabilidade de Wall Street à frente do trabalho duro e do sacrifício do trabalhador comum", concluiu o candidato em seu discurso.

Pesquisa nacional

O democrata, que pode se transformar no primeiro presidente negro dos EUA, lidera as pesquisas de intenção de voto em vários dos Estados decisivos para esta eleição. Obama, porém, apareceu tecnicamente empatado com McCain em uma pesquisa nacional da Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira. O democrata apresenta vantagem de quatro pontos em relação a seu opositor, mas, como a margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Obama tem 49% da preferência do eleitorado, contra 45% de McCain.

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