Obama vai à Flórida e foca economia

LAKE WORTH - O candidato democrata a presidente dos EUA, Barack Obama, dedicou sua terça-feira na Flórida à economia, reunindo-se com consultores e acusando seu rival John McCain de ter apresentado uma reação desastrada à crise financeira.

Reuters |

Num evento junto com o ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker, com o executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, e com governadores de diversos Estados eleitoralmente estratégicos, Obama voltou a vincular McCain às políticas do presidente George W. Bush.

"Ao invés das soluções do bom-senso, mês após mês eles ofereceram pouco além de uma ignorância deliberada, de pensamento positivo e de ideologia ultrapassada", disse Obama a eleitores da Flórida, um dos Estados que podem decidir a eleição do dia 4 de novembro.

McCain foi à Pensilvânia, onde algumas pesquisas o colocam mais de 10 pontos percentuais atrás de Obama, a apenas duas semanas do pleito. Pelo segundo dia consecutivo, citou uma previsão do candidato democrata a vice, Joe Biden, segundo quem uma crise internacional testaria o temperamento de Obama em seus seis primeiros meses no cargo.

"Sabemos que o senador Obama não terá a reação certa", disse o senador em Bensalem, na Pensilvânia. "Já vimos a reação errada dele vez após vez durante esta campanha."

Despertar dúvidas sobre a capacidade de Obama é uma das principais estratégias de McCain e de sua candidata a vice, Sarah Palin, nesta reta final, quando o democrata lidera todas as pesquisas.

"Quero um presidente que esteja pronto desde o primeiro dia", disse Palin a seguidores em Reno, Nevada. "Quero um presidente com experiência, bom senso e sabedoria para encarar a próxima crise internacional - ou melhor ainda, para evitá-la."

Pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby dá na terça-feira uma vantagem de 8 pontos percentuais para Obama em nível nacional (50-42 por cento), mas em vários Estados estratégicos, como Flórida e Ohio, a disputa está acirrada.

No segundo dia consecutivo de campanha na Flórida, Obama promoveu uma "cúpula econômica" com a presença de governadores de Estados ainda em disputa, como Michigan, Ohio, Novo México e Colorado.

"Uma crise como esta exige as melhores idéias, as mentes mais brilhantes, as soluções mais inovadoras de cada canto deste país", disse Obama, que criticou os republicanos por terem promovido a desregulamentação que alimentou a crise e agora exige um gasto público de 700 bilhões de dólares para salvar o setor financeiro.

Volcker disse que Wall Street "bagunçou um pouco as coisas" e que o próximo presidente terá de desacostumar o sistema bancário do dinheiro público injetado neste ano.

"Temos de reconstruir esse sistema desde o chão, para que nunca mais toda a economia seja ameaçada por um calote em Wall Street", disse Volcker diante dos cerca de 1.800 espectadores.

"Esta não é uma questão partidária, é um problema que tem de ser tratado de forma apartidária", acrescentou.

(Reportagem adicional de Jeff Mason)

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