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Obama supera Hillary em número de superdelegados

WASHINGTON - O pré-candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Barack Obama superou sua rival Hillary Clinton em número de apoios de superdelegados, o único ponto no qual a senadora o superava na campanha eleitoral, segundo vários meios de imprensa.

Redação com EFE |

Obama recebeu hoje o apoio de sete "superdelegados", entre eles o congressista pelo Oregon Peter DeFazio, do legislador por Nova Jersey Donald Payne -até agora um partidário de Hillary - e do presidente do sindicato de funcionários americanos, Jerry Gage. O sindicato também expressou seu apoio ao senador por Illinois., enquanto a ex-primeira-dama obteve o "sim" de um.

Estes funcionários e personalidades do partido terão a última palavra na hora de decidir quem é o candidato da legenda, já que nem Hillary nem Obama já podem conseguir a nomeação apenas com os delegados resultantes das primárias.

Segundo os números publicados pelo jornal "The New York Times" em sua página da internet, Obama conta agora com 266 "superdelegados", frente aos 263 de Hillary.

"Se forem observados todos os dados, é o candidato de fato", afirmou hoje em uma conferência organizada pela revista "The New Yorker" o congressista Rahm Emanuel, chefe do grupo democrata na Câmara de Representantes e que até agora se manteve neutro entre os dois pré-candidatos. Segundo a página de comentários políticos pela internet "RealClearPolitics.com", Obama conta com 265 superdelegados, enquanto Hillary tem o apoio de 272, de um total de 795.

O apoio destes representantes, funcionários e personalidades do partido que podem decidir qual o aspirante que querem na Convenção de Denver, em agosto, é vital porque nem Hillary nem Obama já podem conseguir a nomeação apenas com os delegados que obtiveram nas primárias.

"Acho que nossa gente reconhece o entusiasmo e a vitalidade após a campanha do senador Obama", explicou Gage.

A ex-primeira-dama americana, que quer ser a primeira mulher a presidir os EUA, obteve, por sua parte, o respaldo do congressista pela Pensilvânia Christopher Carney.

Indiana e Carolina do Norte

Para a senadora, o apoio de Carney é uma boa notícia em uma semana na qual enfrentou duros revezes.

Na terça-feira, foi derrotada por Obama por 14 pontos percentuais nas primárias da Carolina do Norte, e só conseguiu vencer por dois pontos de vantagem em Indiana, onde as pesquisas lhe davam uma vitória folgada.

Despesas

Além disso, sua campanha revelou na quarta-feira que Hillary tinha desembolsado US$ 6,4 milhões para arcar com as despesas das primárias, em um indício de que a candidatura passa por dificuldades econômicas.

Em fevereiro, a senadora já tinha cedido US$ 5 milhões de seu bolso.

Já em 10 de abril, a campanha de Hillary admitiu dívidas no valor de US$ 10 milhões, e embora tenha conseguido arrecadar essa mesma quantia em um só dia após sua clara vitória na Pensilvânia, é possível que os "números vermelhos" tenham aumentado durante a corrida para as primárias em Indiana e Carolina do Norte.

Vários analistas acreditam que podem ser precisamente os problemas econômicos que obrigarão a senadora a colocar fim às suas aspirações.

Seu diretor de campanha, Terry McAuliffe, disse na quinta-feira sua candidata concluirá seus esforços pouco depois de 3 de junho, quando serão realizadas as últimas primárias, se até então não tiver obtido o respaldo dos superdelegados.

Os dois pré-candidatos tinham previsto participar hoje de atos eleitorais no Oregon, e Hillarya ia fazer um comício em Kentucky.

Ambos os estados celebrarão suas primárias em 20 de maio e a senadora por Nova York é favorita em Kentucky, enquanto as pesquisas apontam uma vantagem de Obama no Oregon.

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