Obama recebe mais doações que McCain de tropas no exterior, diz relatório

WASHINGTON - O aspirante presidencial democrata, Barack Obama, recebeu quase seis vezes mais doações que o adversário republicano, John McCain, das tropas americanas no exterior, segundo uma análise divulgada hoje.

EFE |

O Centro para Políticas Responsáveis, um centro independente que analisa as contribuições eleitorais, indicou que até o ex-aspirante republicano Ron Paul, que se opõe à Guerra do Iraque, recebeu doações quatro vezes maiores que McCain. Os soldados deslocados no exterior "enviam US$ 200 ou US$ 300, ou o que possam contribuir, para uma escolha presidencial que bem poderia determinar quando retornarão a casa", assinalou o relatório.

Apesar de McCain ter status de herói de guerra e de haver uma tendência histórica em direção ao Partido Republicano entre os militares, os membros das Forças Armadas, em geral, "estão favorecendo Obama com suas contribuições à campanha em 2008, por uma margem de US$ 55 mil", afirmou.

Cerca de 59% das contribuições federais dos militares foram parar nos cofres de republicanos neste ciclo eleitoral, mas, no que se refere aos aspirantes presidenciais, 57% das doações foram para Obama, acrescentou.

Segundo uma tabela que aparece no site do centro, www.opensecrets.org , Obama recebeu 134 contribuições de militares por um total de US$ 60.642. Por outro lado, McCain recebeu 26 doações por um total de US$ 10.665.

Paul, que suspendeu sua campanha pela candidatura presidencial republicana há meses, recebeu 99 contribuições que totalizaram US$ 45.512, assinalou o relatório.

A ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, recebeu seis doações por um total de US$ 3.240, acrescentou.

A Infantaria da Marinha é o único braço das Forças Armadas dos Estados Unidos na qual McCain se sobrepõe a Obama, por um total de US$ 4 mil, indicou o relatório.

Inclusive entre membros da Marinha, na qual McCain prestou serviço quando foi feito prisioneiro de Guerra do Vietnã, Obama leva uma vantagem "significativa". "É algo inacreditável. Ninguém apostaria em uma vantagem de seis a um" a favor dos democratas, disse Aaron Belkin, um professor de Ciências Políticas da Universidade da Califórnia que analisa assuntos militares.

Em 2000, o republicano e agora presidente George W. Bush tinha uma vantagem de quatro a um em relação ao democrata e ex-vice-presidente Al Gore entre os militares.

Jason Dempsey, ex-professor da academia militar West Point, observou que a análise se baseou em 323 doações, por isso advertiu de que não devem ser difundidas as tendências políticas de todo o pessoal militar.

"As doações permitem que os membros das Forças Armadas expressem seus pontos de vista políticos de forma privada" e não como um reflexo da instituição à qual pertencem, observou Dempsey.

Obama, que se opôs à Guerra do Iraque, mas não estava no Senado quando o Congresso a autorizou, disse que, se conquistar a Presidência, apoiaria a retirada das tropas do país árabe em um prazo de 16 meses, dependendo das condições no terreno.

McCain, o republicano de maior patente no Comitê das Forças Armadas do Senado e firme partidário da guerra, se opõe a que os Estados Unidos imponham ou fixem uma data definitiva para a saída das tropas.

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