Obama recebe apoios e já mira McCain em discursos

BEAVERTON - O pré-candidato democrata à Casa Branca Barack Obama voltou seu foco, nesta sexta-feira, contra seu eventual adversário na eleição de novembro, o republicano John McCain, a quem acusou de seguir as mesmas políticas fracassadas do presidente George W. Bush.

Reuters |

Franco favorito para receber a indicação partidária, Obama conseguiu o apoio de mais sete caciques democratas e de um sindicato, além de receber rasgados elogios do ex-pré-candidato John Edwards.

'Vamos supor que Barack seja o indicado, porque tudo certamente se encaminha para isso', disse Edwards à NBC. Na opinião do ex-senador, Obama tem condições de unificar o partido e chegaria mais forte que a rival Hillary Clinton à disputa de novembro contra McCain.

Nos primeiros eventos de campanha desde os bons resultados nas primárias de terça-feira em Indiana e Carolina do Norte, Obama praticamente ignorou Hillary, preferindo citar as diferenças que o separam de McCain em questões como a guerra do Iraque, a política tributária, o preço da gasolina e a saúde pública.

'John McCain quer continuar a guerra de George Bush no Iraque, perdendo milhares de vidas e gastando dezenas de bilhões de dólares por mês para travar uma guerra que não está nos deixando seguros', disse ele em Beaverton, no Oregon.

'Haverá diferenças reais na cédula em novembro. E é disso que essa eleição deve tratar', prosseguiu.

Virtual indicado

Desde terça-feira, Obama recebeu o apoio de 13 'superdelegados', sendo 5 só na terça-feira. Há no total 800 superdelegados, dirigentes partidários ou ocupantes de cargos eletivos que podem votar em quem quiserem na convenção nacional de agosto. Diante da disputa acirrada dos últimos meses entre Obama e Hillary, são eles que vão decidir a disputa.

Obama lidera em número de delegados eleitos e em número de votos obtidos, mas esteve desde o começo atrás de Hillary na contagem de superdelegados. Com os novos apoios, porém, se aproxima dela e fica perto de consolidar sua vitória.

Também a Federação Americana de Funcionários do Governo, que representa cerca de 600 mil servidores federais, manifestou apoio a Obama.

'A esta altura, Barack é o virtual indicado', disse numa conferência em Nova York o deputado Rahm Emanuel, que ainda não revelou seu voto na convenção. 'Hillary não consegue ganhar, mas algo poderia acontecer para fazer Barack perder a indicação.'

Ainda há 217 delegados em disputa em cinco Estados e um território (Porto Rico). O comitê de Obama acha que ele pode alcançar a maioria dos delegados eletivos nas votações de Oregon e Kentucky, em 20 de maio.

Hillary promete ficar na disputa até a última votação, em 3 de junho, mas ela própria e seus assessores sinalizam uma possível desistência caso o quadro se mostre inalterável.

Mas 16 parlamentares e simpatizantes de Hillary em Estados eleitoralmente estratégicos na eleição de novembro divulgaram na sexta-feira uma carta em que apóiam o argumento de que ela seria uma candidata mais forte em lugares onde a disputa contra os republicanos será mais acirrada.

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