Obama quer visitar Iraque e Afeganistão antes das eleições

NOVA YORK - O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que viajará para o Iraque e para o Afeganistão antes das eleições de novembro. Obama disse que os detalhes da viagem serão anunciados em breve.

Redação com agências internacionais |

A viagem poderá incluir também algumas capitais européias, onde a mensagem de mudança de Obama provocou forte entusiasmo e interesse por sua candidatura.

É a primeira vez que o candidato democrata à Casa Branca divulga uma viagem ao exterior agendada antes da disputa eleitoral com o rival republicano, John McCain.

No mês passado, Obama - que é criticado duramente pelo Partido Republicano por ter visitado o Iraque apenas uma vez, no início de 2006 - havia dito que uma passagem pelo país seria "evidentemente prioritária" em uma próxima viagem internacional.

Redução da violência

Obama disse estar animado pela redução da violência no Iraque, mas reafirmou seu apoio à retirada das tropas norte-americanas do país. Ele falou sobre a melhora nas condições de segurança do Iraque em uma conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari.

'Ressaltei para ele o quanto eu estava animado com a redução da violência no Iraque, deixando claro que não temos interesse em manter bases permanentes no Iraque', disse Obama a repórteres no aeroporto de Flint, onde acabava de chegar para um evento sobre economia.

Obama, que é senador por Illinois, conversou com Zebari um dia depois de uma autoridade iraquiana se encontrar em Washington com McCain, que é senador por Arizona. A campanha do republicano enfatiza a política internacional e a segurança nacional e diz que Obama não tem experiência para governar o país.

Obama diz que começaria a retirar as tropas do Iraque logo após assumir o poder. Seu plano é retirar uma ou duas brigadas por mês, o que permitiria uma retirada de todas as tropas de combate em 16 meses.

O senador por Illinois, que está em seu primeiro mandato, disse que falou a Zerbari que, caso conquiste a Presidência, 'a administração Obama garantiria a continuidade dos progressos feitos no Iraque. Não agiríamos de forma precipitada'.

Mas ele afirmou que é importante começar a retirada das tropas, como sinal de que a ocupação norte-americana no Iraque é 'finita'.

John McCain

A falta de referências ao Iraque na campanha de Obama tem sido motívos de críticas por parte do candidato republicano.

McCain, que apoiou fortemente o aumento das tropas norte-americanas no Iraque, tem apontado a melhora nas condições no Iraque como prova de que o aumento das tropas funcionou. A campanha de McCain acusa Obama, crítico da guerra há tempos, de não considerar os ganhos em segurança ocasionados pelo aumento.

Uma pesquisa divulgada na última semana mostrou que tanto Obama como McCain são internacionalmente mais populares do que atual presidente, George W. Bush.

O mesmo levantamento apontou que o candidato democrata é mais bem visto do que o republicano em quase todos os países onde a pesquisa foi feita, entre eles Espanha, Alemanha e Indonésia.

(*Com informações das agências Ansa, AFP, Reuters)

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