Obama manifesta cautela diante de contatos de Carter com Hamas

PITTSBURGH - Barack Obama, pré-candidato do Partido Democrata à presidência dos EUA, manifestou cautela na terça-feira quando confrontado com a notícia de que o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter realizou avanços em seus contatos com líderes do grupo islâmico Hamas.

Reuters |

O senador pelo Estado do Illinois disse que as reuniões de Carter com os líderes da organização palestina eram uma 'má idéia'.

Segundo o ex-presidente, que venceu o Prêmio Nobel da Paz em 2002, os dirigentes do Hamas disseram-lhe que aceitariam um acordo com Israel se os palestinos o ratificassem em um referendo.

Mas não houve maiores detalhes sobre essas declarações, e uma autoridade do Hamas na Faixa de Gaza sugeriu que o grupo não abandonaria sua postura tradicional, que inclui uma promessa de destruir o Estado judaico.

'O que estamos vendo atualmente é que, mesmo o presidente Carter sugerindo que houve avanços, alguns dos representantes do Hamas continuam dando as mesmas declarações a respeito de Israel', afirmou Obama a repórteres enquanto fazia campanha no Estado da Pensilvânia, que na terça-feira realiza suas prévias democratas.

Essa votação integra a disputa travada entre Obama e a senadora Hillary Clinton pela vaga do partido nas eleições presidenciais de novembro.

Os EUA, a União Européia (UE) e Israel consideram o Hamas uma organização terrorista. E o estatuto do grupo defende a destruição do Estado judaico.

Hillary não quis fazer comentários sobre as declarações dadas por Carter após se encontrar com líderes do Hamas.

'Eu não tenho nada a dizer a esse respeito', afirmou a pré-candidata a repórteres em Conshohocken, um bairro de Filadélfia (Pensilvânia).

Obama repetiu a opinião do atual governo dos EUA, comandado pelo presidente George W. Bush, de que o país deveria centrar seus esforços nas negociações entre os líderes palestinos moderados e Israel ao invés de tentar manter contatos com o Hamas.

Segundo o pré-candidato, o governo norte-americano deveria direcionar suas energias à promoção das negociações entre o presidente palestino, Mahmoud Abbas (cuja facção, Fatah, é inimiga do Hamas), e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

O democrata Carter não declarou seu apoio nas prévias da legenda, mas recentemente deu indícios de que preferia Obama.

O Hamas venceu as eleições gerais de 2006 e passou, durante um breve período de tempo, vivendo em cooperação com Abbas. Em junho daquele ano, no entanto, seus militantes assumiram o controle da Faixa de Gaza expulsando dali o Fatah.

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