Obama lidera entre americanos de origem árabe, diz pesquisa

WASHINGTON - Norte-americanos de origem árabe transferiram sua simpatia política para o Partido Democrata nos últimos oito anos, e Barack Obama tem ampla liderança sobre o rival republicano John McCain nesse grupo, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira pelo Instituto Árabe Americano.

Reuters |

As guerras promovidas pelo governo George W. Bush em dois países islâmicos --Iraque e Afeganistão-- são apontadas como o principal fator para essa mudança, que pode ser decisiva em favor de Obama em Estados estratégicos, como Michigan, onde há grande população de ascendência árabe.

Enquanto em 2000 os cerca de 3,5 milhões de árabes-americanos se dividiam de forma equilibrada entre os dois partidos, agora 46 por cento preferem os democratas, e só 20 por cento seguem os republicanos.

Cerca de 46 por cento dos entrevistados pretendem votar em Obama em 4 de novembro, contra 32 por cento para McCain. O candidato independente Ralph Nader, filho de libaneses, aparece em terceiro, com 6 por cento. O apoio a Obama cresce para 54 por cento quando o nome de Nader não é incluído como candidato.

Essa pesquisa mostra que Obama vai mal entre homens, pessoas mais velhas e eleitores sem preferência partidária --os mesmos segmentos em que o democrata apresenta dificuldades no eleitorado como um todo, segundo James Zogby, presidente do Instituto Árabe Americano.

'Está claro que Obama tem uma vantagem, mas neste momento está aquém do desempenho esperado', disse Zogby.

Os árabe-americanos são pouco mais de 1 por cento da população dos EUA, mas um terço deles vive em Estados politicamente estratégicos, como Michigan, Flórida, Ohio, Pensilvânia e Virgínia.

Para esse grupo, a economia é o tema mais importante da eleição, seguido pela guerra do Iraque e a saúde pública.

A exemplo do resto da população, os norte-americanos de origem árabe dão notas ruins para o governo Bush. Sua aprovação nessa pesquisa foi de apenas 23 por cento.

A pesquisa, conduzida pelo instituto Zogby International, ouviu 501 pessoas entre os dias 8 e 13 de setembro. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais.

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