Obama interrompe campanha para visitar avó doente, McCain vai à Flórida

O candidato democrata Barack Obama suspendeu teporariamente sua campanha nesta quinta-feira para visitar a avó doente de 85 anos no Havaí, a apenas doze dias das eleições presidenciais nos Estados Unidos, enquanto seu adversário, o republicano John McCain, percorre a Flórida em busca dos eleitores que já estão votando antecipadamente.

AFP |

Obama, que retomará os esforços políticos no sábado, é o primeiro candidato americano a paralisar sua campanha faltando tão pouco tempo para o dia do pleito.

"Quero ter certeza de que não cometerei o mesmo erro de novo", disse Obama em uma entrevista divulgada nesta quinta-feira pela CBS. O senador se referia à própria mãe, que morreu de câncer aos 53 anos, a quem ele não conseguiu ver antes de falecer.

"Nós sabíamos que ela não estava bem, mas o diagnóstico nos levou a acreditar que ainda tínhamos um pouco mais de tempo... mas não tínhamos", continuou o candidato democrata, de 47 anos.

"Minha mãe me criou sozinha com a ajuda de meus avós. E minha avó, meu avô e minha mãe são as pessoas que cuidaram de mim durante a minha infância. Hoje, só a minha avó ainda está viva. Ela era realmente a base de sustentação da família (...). A força e a disciplina que tenho vieram dela", afirmou.

A avó materna de Obama, Madelyn Dunham, que completa 86 anos no próximo domingo, sofreu uma fratura na bacia e passou recentemente por um problema cardíaco, segundo o jornal Washington Post, citando fontes "próximas" ao senador por Illinois.

Madelyn passou um tempo hospitalizada e agora descansa em sua casa, em Honolulu. A irmã de Obama, Maya, que vive no Havaí, é quem atualmente cuida dela.

A mãe e os avós maternos de Obama são brancos, originários do Kansas (centro).

Perguntado pela CBS sobre os riscos representados por uma suspensão da campanha a menos de duas semanas das eleições presidenciais, Obama respondeu: "acho que muita gente entenderá que, se você não cuida da sua família, então certamente não é o tipo de pessoa que se procupa com os outros".

O candidato democrata participará ainda de um ato político em Indianápolis (Indiana, norte) antes de voar para o Havaí, mas já cancelou os comícios marcados para quinta e sexta-feira em Iowa (centro) e Winsconsin (norte), dois estados onde aparece como favorito, segundo as últimas pesquisas.

Durante sua ausência, sua mulher, Michelle, e seu companheiro de chapa, Joe Biden, darão seguimento à campanha nos estados considerados cruciais nesta reta final. Além disso, a equipe de Obama continuará colocando suas propagandas no ar em rede local e nacional.

Obama retomará a campanha no sábado, quando aparecerá em um ato em Nevada (oeste), estado que votou a favor de George W. Bush em 2004, mas que o democrata espera reconquistar.

Aparecendo em segundo lugar nas pesquisas desde setembro, o republicano John McCain trabalha arduamente para tentar encurtar a distância. Nesta quinta-feira, ele fazia campanha na Flórida (sudeste). Estado que votou por Bush em 2000 e 2004, e onde os eleitores já comparecem às urnas em grande número para votar antecipadamente.

Uma sondagem da Universidade de Quinnipiac divulgada nesta quinta-feira aponta uma vantagem de cinco pontos percentuais para Obama na Flórida, que conta com 27 votos no colégio eleitoral. O mesmo instituto dá a vitória ao democrata em Ohio (norte) e na Pensilvânia (leste).

Para ganhar a eleição, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no colégio eleitoral.

O barômetro diário do jornal Washington Post e da rede ABC News registrou nesta quinta-feira 11 pontos de vantagem para Obama a nível nacional (54% contra 43%).

Já o site independente RealClearPolitics, que divulga uma média de várias pesquisas, indica uma vantagem de 7,4 pontos para o democrata.

aje/ap/sd

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