Obama faz campanha com poucas expectativas na Pensilvânia

Por Caren Bohan WALLINGFORD, Estados Unidos - Barack Obama se aventurou no boliche, deu de mamar a um bezerro numa feira pecuária e visitou uma fábrica de chocolate, tudo na tentativa de se aproximar do eleitorado da Pensilvânia, um Estado crucial na disputa pela indicação do Partido Democrata à Presidência dos EUA.

Reuters |



    Encerrando na quarta-feira uma viagem de seis dias pelo Estado, onde a rival Hillary Clinton é favorita, o senador espera reduzir a vantagem dela, especialmente entre eleitores brancos e proletários, o grupo mais refratário à sua candidatura.

    Por isso, o candidato formado nas prestigiosas universidades de Columbia e Harvard tenta apresentar um lado mais humano, destacando o fato de que foi criado por uma mãe solteira e começou a carreira ajudando operários demitidos de uma siderúrgica em Chicago.

    Em nível nacional, Obama está à frente de Hillary em número de delegados já conquistados para a convenção nacional de agosto. Mas, ao menos publicamente, ele não se mostra confiante numa vitória no dia 22 na Pensilvânia, embora as pesquisas venham apontando uma redução na vantagem de Hillary.

    'Somos o azarão na Pensilvânia', disse Obama a eleitores em Johnstown. 'Podemos não ser capazes de vencer.'

    Obama visitou uma siderúrgica em Pittsburgh, uma fábrica de fios em Johnstown, um restaurante e um boliche de Altoona --em uma reprise em menor escala da campanha corpo-a-corpo usada em Estados que votaram no começo do processo, como Iowa.

    AP
    gabi
    Obama faz campanha na Pensilvânia
    Em reunião com eleitores em Johnstown, os democratas Doug e Trish Crump não aplaudiram quando Obama citou as razões para ser o candidato. 'Ele é muito carismático, e você automaticamente procura que substância há por trás disso', afirmou Trish Crump, de 48 anos.

    O clérigo Doug Crump, de 51 anos, disse que 'se encolheu' ao ouvir Obama dizer que vai rever a política externa dos EUA e evitar a 'política do medo', ou seja, as ameaças dos republicanos sobre um novo atentado como o de 11 de setembro de 2001, supostamente para influenciar os eleitores a não votar na oposição.

    O ferroviário aposentado Tim Anderson, de 53 anos, que apertou a mão do candidato num mercado italiano de Filadélfia, disse que vai votar em Obama porque o considera 'o menor de dois males.'

    Ele disse que não gosta de Hillary, mas admitiu que tem restrições a Obama devido a sua ligação com o pastor Jeremiah Wright, autor de polêmicos sermões sobre a questão racial e a identidade dos EUA.

    Leia mais sobre: eleições nos EUA


      Leia tudo sobre: eleições nos eua

      Notícias Relacionadas


        Mais destaques

        Destaques da home iG