Obama e McCain voltam à campanha eleitoral focados em estados-chave

NASHVILLE - Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, John McCain e Barack Obama, continuaram nesta quarta-feira a campanha eleitoral de olho nas pesquisas e nos Estados cruciais para o pleito de 4 de novembro, após um segundo debate que não empolgou.

EFE |

O democrata Obama tem comícios programados em Indiana, enquanto o republicano McCain é esperado junto com sua candidata a vice, Sarah Palin, na Pensilvânia e em Ohio, dois estados-chave na disputa eleitoral.

Joe Biden, vice na chapa de Obama, viajará a Tampa, na Flórida, outro estado importante e onde a disputa está bastante acirrada, segundo as pesquisas de intenção de voto.

Já o comitê eleitoral de McCain divulgou hoje um comercial de televisão de 30 segundos no qual destaca que Obama defende sua trajetória "extremamente liberal" no Senado e acusa outros de mentir.

O anúncio reproduz uma frase do senador por Illinois na qual o democrata diz que "o povo está mentindo", enquanto um narrador fala que ele é "nada presidencial".

O principal assessor político de McCain, Doug Holtz-Eakin, disse à Agência Efe que a campanha do republicano está disposta a continuar com este tipo de anúncio.

"Continuaremos nos defendendo porque o senador Obama dedicou meses a esta disputa para distorcer as posturas políticas do senador McCain", disse.

"O senador Obama o chamou mentiroso várias vezes, e o senador McCain está decidido a garantir que a imprensa cubra sua campanha com precisão. Continuaremos defendendo-o da maneira que for necessária", frisou.

Para o principal estrategista de Obama, David Axelrod, McCain recorre a ataques pessoais "porque quer criar uma distração e não pode ganhar com base nos temas".

Em sua opinião, "Obama tem idéias sólidas para reconstruir a economia e mudar a política externa. Suponho que se tivesse que defender as políticas dos últimos oito anos, eu também ficaria mal-humorado, mas o povo americano não se deixará enganar porque quer respostas para os problemas".

Pesquisas divulgadas hoje apontam uma ligeira redução na vantagem do candidato democrata.

O site "RealClearPolitics", que elabora uma média das principais pesquisas, considera que Obama mantém vantagem de 4,9 pontos percentuais, de 48,9% contra 44% de McCain.

Segundo o índice Rasmussen, Obama conta com vantagem de 6 pontos (51% a 46%) sobre McCain, enquanto a pesquisa Zogby registra diferença de apenas 2 pontos e uma terceira enquete, Diageo/Hotline, destaca os dois candidatos separados por apenas 1 ponto.

Essas sondagens foram feitas antes do debate realizado ontem à noite na Universidade Belmont, em Nashville (Tennessee), onde os candidatos expuseram as causas e possíveis soluções para a crise econômica que afeta os EUA.

O debate desta terça-feira, do qual se esperava uma reação melhor por parte do público por seu formato de aproximação dos eleitores, foi inclusive entediante, já que não houve nada mais do que ataques de campanha.

O consenso entre os analistas é que Obama saiu ileso - várias enquetes instantâneas o deram como ganhador - e que McCain, que continua atrás na opinião popular, ficou na defensiva.

O momento mais comentado do debate foi quando McCain, visivelmente irritado, criticou uma votação de 2005 no Senado sobre um plano energético e, destacando Obama, se referiu a ele como " esse aí " que tinha votado a favor do plano, o que foi interpretado como uma maneira depreciativa de se dirigir a um colega senador.

Em declarações à Efe, o também senador democrata Bob Menéndez afirmou que esse comentário "demonstra uma falta de respeito absoluta" por parte de McCain com um companheiro.

O próximo confronto entre McCain e Obama acontecerá em 15 de outubro na Universidade Hofstra, em Nova York.

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG