Obama e McCain trocam piadas e evitam ataques

NOVA YORK - Os candidatos a presidente dos EUA Barack Obama e John McCain voltaram a dividir palanque e microfone na quinta-feira, mas desta vez trocaram apenas brincadeiras, deixando os ataques de lado.

Reuters |

Um dia depois do tenso debate final pela TV, os rivais colocaram gravata branca para participar de uma tradição política mais afável --um banquete beneficente católico em Nova York, que desde 1945 só não atraiu os candidatos a presidente em duas ocasiões.

McCain começou a noite anunciando a demissão de todos os seus assessores. "Todas as suas posições agora serão ocupadas por um homem chamado Joe, o encanador", disse ele, recuperando o personagem real que protagonizou o debate de quarta-feira, sendo citado 26 vezes pelos dois candidatos.

O senador também fez graça com o fato de, num debate anterior da campanha, ter se referido a Obama como "aquele lá".

"Ele não liga. Na verdade, ele também arrumou um apelido para mim: George Bush", disse o republicano, que costuma contestar as comparações que o democrata traça entre seu rival e o impopular presidente George W. Bush.

McCain cumprimentou a senadora democrata Hillary Clinton, que foi a principal adversária de Obama na disputa deste ano pela indicação democrata. "Não posso afastar a sensação de que algumas pessoas aqui torcem por mim. Estou contente de ver você aqui esta noite, Hillary", disse ele. A senadora faz campanha por Obama, embora os republicanos cortejem o eleitorado dela.

Quando o candidato democrata assumiu o microfone, disse que precisaria corrigir alguns equívocos correntes, já que a campanha de McCain insiste em perguntar "Quem é Barack Obama?"

"Não nasci numa manjedoura", explicou ele, acrescentando que Barack, nome dado por seu pai, que era queniano, vem do idioma suahíle e significa "aquele lá" --justamente o termo usado por McCain no debate.

Ele também justificou o fato de seu segundo nome ser Hussein. "Eu recebi o nome do meio de alguém que não achava que um dia eu iria disputar a Presidência", disse.

Ainda em tom de brincadeira, o candidato disse que sua maior qualidade é a humildade, e que seu maior defeito é ser "um pouco incrível demais".

Sem citá-la nominalmente, Obama também fez uma referência à candidata a vice de McCain, a governadora do Alasca, Sarah Palin, que numa entrevista disse ter experiência em política externa devido à proximidade do seu Estado com a Rússia, já que, como disse ela, no extremo oeste do Alasca é possível ver o território russo.

"Alguém me disse que da soleira da porta (do hotel Waldorf-Astoria, em Nova York) dá para ver até o Russian Tea Room (salão de chá russo)", disse ele.

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