Obama e McCain se preparam para primeiro debate

WASHINGTON - Como pugilistas na busca de um nocaute, os candidatos Barack Obama e John McCain se prepararão esta semana para seu primeiro debate, no encontro mais esperado da disputa pela presidência dos Estados Unidos.

EFE |

O debate presidencial, o primeiro de 3, será realizado na próxima sexta-feira, 26 de setembro, na Universidade do Mississipi e estará centrado em política externa, um ponto forte de McCain.

Prevê-se que, da mesma forma que nos debates das primárias, no primeiro encontro frente a frente entre Obama e McCain, os candidatos dominem assuntos como a Guerra do Iraque, a ameaça nuclear do Irã e a crescente influência de países como China e Rússia no colóquio mundial.

Segundo as pesquisas, a maioria dos americanos leva em conta os debates, nos quais cada gesto serve de indicação para psicanalistas e comunicólogos, para decidir em quem o povo votará em novembro.

Alguns analistas assinalam a impecável oratória de Obama, mas também sua irregular atuação durante os debates das primárias, o que faz com que aumentem as expectativas sobre seu desempenho desta vez.

O primeiro debate, que sem dúvida será acompanhado por milhões de espectadores no mundo, mostrará o tom para o resto dos debates e não dará margem para tropeços.

Assim, rodeados de analistas em política externa, os candidatos estarão imersos nas preparações para seu primeiro encontro, no qual se prevê que McCain insistirá na inexperiência de Obama.

McCain fez neste domingo um discurso em Baltimore (Maryland) durante a convenção da Associação da Guarda Nacional, que talvez sirva de antecipação para o que o espera com Obama.

Ao enumerar alguns dos desafios enfrentados pelos EUA, entre eles a crise financeira e a Guerra do Iraque, McCain reiterou que Obama não oferece liderança em nenhuma dessas frentes.

"Obama tem ambições de ser presidente, mas ele precisa saber fazer julgamentos para ser o comandante-em-chefe", declarou McCain.

"Nesta campanha, ambos os candidatos prometem finalizar esta guerra e trazer os soldados outra vez para casa. A grande diferença é que tenho intenções de ganhar (a guerra) primeiro", assegurou.

Na sexta-feira passada, a campanha de McCain emitiu um anúncio que ataca a diplomacia de Obama por ter dito, durante as primárias, que estaria disposto a dialogar com líderes como o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A campanha de Obama catalogou o anúncio como outra "distorção" de McCain e uma "tentativa desesperada para distrair a atenção" do fato que este representa "as mesmas políticas de Bush".

Na próxima sexta-feira, Obama também não ficará esperando os golpes, segundo fontes de sua campanha.

Obama, quem em julho respondeu a um desafio de McCain e embarcou em sua primeira viagem internacional, tentará demonstrar conhecimentos na arena mundial, apesar das enquetes darem uma maior vantagem a McCain nesse campo.

McCain está há 26 anos no cenário político em Washington e isso precisamente dará a Obama a oportunidade de reforçar que o senador do Arizona não pode ser, ao mesmo tempo, a "voz da experiência" e um agente de mudança, segundo observadores.

A campanha de McCain não quis divulgar detalhes sobre como seu candidato se prepara nem quem o assessora para o debate.

Um blog político do jornal "The New York Times" disse no sábado que Obama partirá nesta terça-feira rumo a uma localidade perto de Tampa Bay (Flórida) e suspenderá boa parte de seus atos eleitorais para se preparar para o debate.

Greg Craig, ex-assessor de Bill Clinton e especialista em política externa, fará as vezes de McCain nos ensaios.

A escolha da Flórida para os preparativos não foi aleatória, pois Obama quer demonstrar para sua base e para os indecisos que competirá "agressivamente" nesse Estado, acrescentou o blog.

O próprio Obama disse em um ato de arrecadação de fundos na sexta-feira passada: "seria bom se ganhássemos na Flórida".

"Podemos ganhar as eleições sem a Flórida mais, vá lá, seria mais fácil se ganharmos na Flórida. Se conquistarmos a Flórida, é quase impossível que John McCain vença", observou.

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