Obama e McCain fazem marcha para o oeste para conquistar estados decisivos

Washington - Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama e John McCain marcharam hoje para o oeste do país na etapa decisiva da batalha pelos estados cujos votos no Colégio Eleitoral decidirão a disputa de 4 de novembro.

EFE |

Obama, que mantém vantagem nas pesquisas de opinião, visita hoje Nevada e Novo México, e este último estado, que permanece indeciso nas mesmas enquetes, também receberá McCain.

As pesquisas mais recentes de opinião dos eleitores indicam que Obama, de Illinois, tem uma vantagem de entre 4 e 9 pontos percentuais sobre McCain, do Arizona. As mesmas enquetes revelam que os democratas poderiam ter uma vitória substancial nas eleições legislativas.

Nos EUA, a decisão final é dada pelo Colégio Eleitoral, de 538 membros, onde os votos são distribuídos de acordo com a população dos estados. Para ser eleito presidente, um candidato deve assegurar o mínimo de 270 votos no Colégio Eleitoral.

Na eleição presidencial de 2000, o democrata Al Gore obteve mais votos populares que seu adversário republicano, George W. Bush, mas este ganhou em estados suficientes para garantir maioria no Colégio Eleitoral.

A "CNN" mostra hoje que Obama tem garantidos 192 desses votos e outros 85 possíveis em estados que parecem favoráveis ao democrata.

Por outro lado, McCain conta com 122 e poderia receber outros 52. No mapa eleitoral da emissora, aparecem ainda 87 votos indecisos.

O site "RealClearPolitics.com", que faz uma média das pesquisas eleitorais, apresenta hoje um mapa um pouco mais favorável a Obama, com 255 votos quase certos no Colégio Eleitoral e outros 51 possíveis, o que garantiria uma vitória do democrata.

O portal atribui hoje a McCain 137 votos garantidos no Colégio Eleitoral e outros 20 possíveis. Mesmo que os 75 votos que o site aponta como indecisos fossem para o republicano, este não obteria o mínimo necessário para ser eleito.

Outra pesquisa da "CNN" destacou hoje que, na opinião de 1.058 entrevistados, a "raça não é um fator importante em sua decisão de voto", o que é significativo em um ano quando, pela primeira vez na história dos EUA, um candidato negro tem chances reais de chegar à Casa Branca.

Segundo a pesquisa, 70% dos indagados pela Opinion Research Corporation no levantamento para a "CNN" indicaram que o fato de Obama ser negro e seu adversário, branco, não influenciará em sua decisão dentro de dez dias.

Obama, de 47 anos, entrou na reta final da campanha com um anúncio de televisão que aponta para o futuro: "Nosso país estará melhor em quatro anos do que agora?".

"Neste momento decisivo para nossa história, a pergunta não é se estamos melhor agora do que há quatro anos", acrescenta. "Todos sabemos a resposta".

O jornal "The Washington Post" também divulgou hoje em seu site um comercial que a campanha de Obama lançará na segunda-feira e no qual o democrata fala em espanhol e convida os eleitores hispânicos a votarem nele para que "o sonho americano seja mantido".

McCain, de 72 anos, usou seu programa de rádio semanal para atacar principalmente as propostas de Obama sobre impostos e citou mais uma vez "Joe, o encanador", que se transformou em tema central da campanha republicana.

"Como presidente, eu colocarei um freio nos gastos sem controle para que possamos manter os impostos baixos", afirmou McCain, que relembrou suas propostas de que, se eleito, ajudará os mutuários de casas a pagarem suas hipotecas, protegerá os aposentados e manterá as despesas militares e a assistência social.

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