Obama e McCain brigam por estados-chave

Os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, duelam neste final de semana por estados-chave, que deram em 2004 a vitória ao republicano George W. Bush, a pouco mais de uma semana das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

AFP |

    Obama e McCain devem se cruzar hoje no Novo México, um estado fundamental onde Bush venceu por muito pouco e o candidato republicano está perdendo terreno.

    Segundo pesquisas divulgadas na sexta-feira pelo site independente RealClearPolitics (RCP), Obama tem quase oito pontos de vantagem sobre McCain no Novo México (50,4% contra 42,5%).

    Obama retomou hoje a campanha eleitoral, após visitar sua avó, gravemente doente.

    "Alguns de vocês sabem que deixei a campanha por um dia", disse Obama, em comício em Reno (Nevada, oeste), após voltar de sua viagem ao Havaí, onde vive sua avó Madelyn Dunham, que completa 86 anos no domingo.

    "Quero apenas dizer, pessoalmente, o quão agradecido estou por tanta gente ter enviado seus pensamentos e orações, flores e cartões para minha avó", afirmou.

    Com boa vantagem em vários estados tradicionalmente democratas, Barack Obama se concentra agora em Nevada e Novo México.

    Já McCain luta para ressuscitar o entusiasmo dos republicanos no Novo México.

    A equipe de campanha do republicano se nega a entregar o Novo México, e apela à ligação particular de McCain com os estados do sudoeste do país: "John é senador pelo Arizona há 30 anos (...), um estado fronteiriço, ele conhece os problemas" da região, disse Tucker Bounds, um de seus assessores, à rede NBC.

    O próprio McCain já adverte para o excesso de confiança de Obama e afirma que vai lutar até o final.

    Em discurso no parque de diversões estadual do Novo México, em Albuquerque, McCain voltou a acusar Obama de ser um socialista disfarçado, empenhado em aumentar os impostos.

    "O senador Obama já está se pondo de acordo com a presidente da Câmara (Nancy) Pelosi e com o senador (Harry) Reid (líder da maioria democrata no Senado) para aumentar os impostos, aumentar o gasto e aceitar a derrota no Iraque".

    "Nunca permitirei que esse país seja derrotado, amigos (...). Agrada-nos não sermos os favoritos, e vamos ganhar. O que os Estados Unidos precisam agora é de um lutador", completou McCain.

    A estratégia agressiva de última hora de McCain pode dar algum resultado, já que segundo pesquisa da Newsweek, 39% dos eleitores brancos de baixa renda temem que o programa fiscal de Obama prejudique as pequenas empresas, enquanto 48% dos eleitores de classe média reconhecem que a questão dos impostos é um assunto que causa grande preocupação.

    A campanha de Obama, que propõe um aumento de impostos de 5% para os mais ricos, em troca de uma redução para os demais, qualificou os ataques de McCain de "desesperados e desonestos".

    McCain também visitará Iowa neste final de semana, onde está muito atrás nas pesquisas, e no domingo é esperado em Ohio (norte), estado crucial, onde aparece emparelhado com Obama nas sondagens.

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