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Obama diz que pode refinar postura a respeito do Iraque

FARGO - O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, deixou em aberto na quinta-feira a possibilidade de rever o cronograma prevendo retirar as forças norte-americanas do Iraque nos primeiros 16 meses de seu eventual governo.

Reuters |

Obama disse que poderia 'refinar' sua postura depois de visitar o país árabe.

O candidato, um opositor de primeira hora à guerra que fez dessa postura uma peça central de sua campanha, afirmou que não concordaria com uma presença norte-americana de longo prazo no Iraque, mas ressaltou que qualquer retirada deveria ocorrer de forma ordenada e com segurança.

'Eu sempre disse que ouviria os comandantes presentes lá.

Sempre disse que o ritmo da retirada poderia ser ditado pela segurança de nossas forças e pela necessidade de preservar a estabilidade', afirmou Obama a repórteres em Dakota do Norte.

'Essa avaliação não mudou. E quando tiver a chance de encontrar-me com os comandantes presentes lá, tenho certeza de que terei mais informações e continuarei a refinar minhas políticas', disse.

Depois de ser duramente criticado por seu adversário republicano na disputa pela Presidência, John McCain, Obama afirmou que viajaria até o Iraque e o Afeganistão ainda neste ano. Essa deverá ser sua segunda visita ao território iraquiano.

McCain, senador pelo Estado do Arizona, é um proeminente defensor da atual estratégia adotada pelos EUA no Iraque, e a questão deve ocupar um espaço central na eleição presidencial de novembro.

Segundo Obama, seu plano de retirar uma ou duas brigadas de combate por mês do Iraque após tomar posse sempre dependeu das condições verificadas no território iraquiano.

'Continuarei a reunir informações a fim de descobrir se essas condições permanecem as mesmas', disse. 'Minha postura continua a ser a de que temos de garantir a segurança de nossas forças e a estabilidade do Iraque.'

Obama negou estar mudando de postura, mas os republicanos criticaram-no pelos comentários.

'Parece não haver nenhuma questão a respeito da qual Barack Obama não esteja disposto a mudar de postura para fins de obter vantagens políticas,' afirmou Alex Conant, porta-voz do Comitê Nacional Republicano.

Enquanto Obama dava suas declarações, duas assessoras dele para assuntos de política externa afirmavam em uma entrevista que a atual estratégia norte-americana no Iraque fazia com que a situação afegã piorasse e que precisava ser mudada.

As assessoras, Susan Rice e Sarah Seward, disseram acreditar que o cronograma de retirada em 16 meses continuava a ser realizável.

Segundo Rice, Obama permanecia comprometido com 'uma retirada responsável e cuidadosa das forças norte-americanas do Iraque.' A assessora afirmou que essa retirada começaria 'nos primeiros dias do governo dele.'

'E os melhores conselhos que recebeu, conselhos de militares, é de que a retirada de uma ou duas brigadas por mês é um ritmo responsável', disse.

Por motivos de segurança, Obama não divulgou a data exata de sua viagem ao Iraque. O senador pelo Estado de Illinois integrará uma delegação do Congresso norte-americano e não levará repórteres com ele.

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