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Obama diz que McCain fala qualquer coisa para conseguir voto

Por Caren Bohan TAMPA, Estados Unidos (Reuters) - O candidato democrata Barack Obama criticou na segunda-feira seu rival republicano, John McCain, por falar qualquer coisa e fazer qualquer coisa na busca por votos para a Casa Branca.

Reuters |

Obama faz campanha na segunda e terça-feira na Flórida, que nesta semana inicia o processo de votação antecipada.

No Missouri, McCain declarou que "nada é inevitável" e que por isso ele ainda pode derrotar Obama, que no entanto mantém sua vantagem nas pesquisas nacionais e nos principais Estados, a 15 dias da eleição.

"Nos dias finais das campanhas, os estilos políticos 'falar qualquer coisa' e 'fazer qualquer coisa' frequentemente dominam", disse Obama a cerca de 8.000 simpatizantes em Tampa, na Flórida. "Já vimos isso antes e estamos vendo de novo hoje. Os telefonemas feios. As cartas e anúncios de TV enganadores. Os comentários descuidados, ultrajantes."

Ele lembrou que no domingo a candidata republicana a vice, Sarah Palin, disse questionar o uso de telefonemas automáticos vinculando Obama ao ex-militante radical Bill Ayers.

"Como vocês sabem, é realmente necessário empenho para violar os padrões da governadora Palin sobre campanha negativa", disse Obama à multidão.

A exemplo da Flórida, que tem 27 votos no Colégio Eleitoral e pode ser decisiva na eleição, mais de metade dos Estados dos EUA permitem a votação antecipada, embora a eleição só esteja marcada para o dia 4. Na Flórida, essa votação antecipada começou na segunda-feira.

Pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada na segunda-feira, mostra Obama 6 pontos à frente de McCain em nível nacional. No novo levantamento CNN, a vantagem de Obama caiu de 8 pontos há duas semanas para 5 pontos. Outras pesquisas também indicam um acirramento da disputa.

Tentando combater o favoritismo do rival, McCain criticou Obama por já estar supostamente escolhendo seu gabinete.

O democrata comemorou o apoio recebido do ex-secretário republicano de Estado Colin Powell, a quem disse que consultaria.

"Ele terá um papel como sendo um dos meus conselheiros", disse Obama à rede NBC, um dia depois de receber o apoio de Powell, ex- general de quatro-estrelas e ex-chefe do Estado-Maior Conjunto. Ele acrescentou que ainda não está definido se tal participação será formal ou informal.

No domingo, Obama anunciou um novo recorde de arrecadação de doações em setembro, 150 milhões de dólares. Nas últimas semanas, ele pode gastar quatro vezes mais do que o rival em propaganda nos principais Estados. Em setembro, McCain arrecadou 66 milhões de dólares.

Rick Davis, coordenador da campanha de McCain, criticou Obama por não divulgar a identidade de centenas de milhares de doadores que contribuíram com menos de 200 dólares para a campanha, conforme permite a lei.

A campanha de Obama disse ter conseguido mais de 600 mil novos doadores em setembro, de um total de 3,1 milhões. As doações médias são de 86 dólares.

A campanha de McCain, que no começo de setembro aceitou 84 milhões de dólares em verbas públicas para a campanha, já divulgou a lista de seus pequenos doadores.

Davis disse não estar preocupado com a arrecadação de Obama e afirmou que a recente vantagem do democrata nas pesquisas se deve mais à atual crise econômica do que ao seu volume de propaganda.

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