Obama discute crise com líderes mundiais antes de sua primeira coletiva

O presidente eleito americano, Barack Obama, conversou nesta sexta-feira com diversos líderes mundiais sobre a crise financeira internacional antes de conceder nesta sexta-feira, em Chicago, sua primeira entrevista coletiva depois de sua vitória, quando deverá abordar a formação de sua equipe econômica.

Redação com agências internacionais |

A coletiva acontecerá às 13h30 local (17h30 de Brasília) em um hotel de Chicago, depois de uma reunião de Obama com seus conselheiros econômicos, entre os quais os ex-secretários ao Tesouro Larry Summers e Robert Rubin, o bilionário americano Warren Buffet e o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker.

AP

Obama fala ao telefone com Olmert
O vice-presidente eleito, Joseph Biden, também estará presente. Pela manhã Obama conversou por telefone com os líderes de Austrália, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, Israel , Japão, México e Coréia do Sul.

A crise financeira, a guerra no Afeganistão, a mudança climática e a questão nuclear iraniana dominaram as conversas, de acordo com fontes de várias capitais.

Obama e o presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak , concordaram em trabalhar juntos para resolver a questão do desmantelamento nuclear da Coréia do Norte e a crise financeira, segundo o porta-voz de Lee.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd , informou que ele e Obama discutiram como lidar com a crise financeira global e também acertaram trabalhar juntos no grande desafio da mudança climática.

Obama e a chanceler alemã Angela Merkel igualmente concordaram em trabalhar juntos sobre o programa nuclear do Irã, mudança climática e crise financeira, segundo o assessor da alemã.

A reforma do sistema financeiro também foi tema da conversa de Obama com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o premiê japonês, Taro Aso.

A maioria desses líderes participará na cúpula de emergência sobre a crise financeira no próximo dia 15, em Washington, mas Obama ainda não anunciou se estará ou não no evento.

Até mesmo tradicionais arquiinimigos dos Estados Unidos enviaram felicitações pela vitória de Obama, como o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, apontado como ditador por George W. Bush depois das controvertidas eleições de junho em seu país, também estendeu o ramo de oliveira a Obama nesta sexta dizendo que "espera ansiosamente trabalhar com sua administração".

Equipe em formação

A imprensa, por sua vez, espera que o presidente eleito se pronuncie em sua coletiva sobre os nomes que farão parte de sua equipe econômica.

Várias pessoas já foram mencionadas como potenciais indicados, incluindo o ex-secretário do Tesouro Larry Summers, o ex-diretor do Federal Reserve Paul Volcker e Laura Tyson, conselheira nacional de economia do ex-presidente Bill Clinton.

Antes de seu encontro com Bush na Casa Branca na próxima semana, Obama escolheu o congressista por Illinois Rahm Emanuel como seu chefe de gabinete, o primeiro indicado da nova administração

Fora a questão econômica, um das mais urgentes prioridades na agenda de Obama será tratar da guerra no Iraque e no Afeganistão. Para isso o presidente eleito passou as últimas 48 horas analisando os relatórios que recebeu da CIA, FBI e demais serviços de segurança nacional.

Republicanos

Há também especulações de que Obama poderá incluir republicanos em sua administração, como o atual secretário de Defesa, Robert Gates.

O correspondente da BBC em Chicago Kevin Connolly disse que o cargo de porta-voz da Casa Branca deverá ser ocupado por Robert Gibbs, que auxiliou ativamente na campanha do democrata.

George W. Bush disse que vai se encontrar no início da semana que vem com Barack Obama para discutir temas como a crise financeira e a guerra do Iraque.

Em um pronunciamento aos funcionários da Casa Branca na quinta-feira, Bush disse que pediria às autoridades do governo "que informem a equipe de Obama sobre questões políticas, desde os problemas com o setor financeiro à guerra do Iraque".

"Eu espero discutir estas questões com o presidente eleito na semana que vem", disse Bush.

Na quarta-feira, o presidente parabenizou Obama por sua "vitória impressionante" e prometeu "uma transição suave".

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