Obama defende planos para criação de empregos

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, defendeu seus planos para estimular a economia e gerar empregos nesta terça-feira, em um ato de campanha no qual recebeu o apoio do presidente do Google, Eric Schmidt, e do ex-chefe do Federal Reserve, Paul Volcker.

AFP |

No ato "Jobs Summit" ("Cúpula sobre o Emprego"), em Palm Beach, Flórida (sudeste dos Estados Unidos), que reuniu um painel de especialistas, Obama atacou as políticas econômicas do presidente George W. Bush, e de seu rival republicano nas eleições de 4 de novembro, John McCain.

"A crise financeira que enfrentam os estados, empresas e famílias não surgiu em toda a sua extensão do dia para a noite", estimou Obama no ato, na presença de 1.700 pessoas.

"Percorremos um longo caminho para chegar a isto, e os sinais de advertência foram bastante claros, mas enquanto o presidente Bush e o senador McCain moviam céus e terras para salvar Wall Street da crise, o presidente Bush não enfrentou a crise das pessoas comuns", indicou Obama.

"O senador McCain não reconheceu isso. Ao invés de soluções com sentido comum, mês após mês eles nos ofereceram pouco mais que ignorância deliberada, ilusões e ideologia desfasada", afirmou.

O presidente do Google, Eric Schmidt, disse que a única maneira de evitar crises como a atual no futuro é reinventar a base industrial americana.

"Se quisermos criar empregos, temos que criar indústrias", afirmou Schmidt, sugerindo que o governo deve investir no isolamento térmico das moradias americanas para economizar energia, incentivar projetos de energia solar e eólica e ajudar a indústria automobilística a implementar projetos lucrativos que cuidem do meio ambiente.

Volcker, cujo apoio Obama apresenta como uma de suas principais credenciais econômicas, disse por sua vez que a atual crise representará uma difícil tarefa para o próximo presidente americano.


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