Obama cria grupo de política externa

Por Caren Bohan WASHINGTON (Reuters) - O candidato presidencial democrata Barack Obama escolheu nomes para formar um comitê de política externa, composto de ex-funcionários governamentais, para lhe dar assessoria e possivelmente preencher postos no gabinete se ele for eleito presidente em novembro.

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A ex-secretária de Estado Madeleine Albright, o ex-secretário de Defesa William Perry e o ex-secretário de Estado Warren Christopher estão entre os assessores, descritos pelo comitê de campanha de Obama como 'grupo de trabalho sênior'.

Interessado em reforçar suas credenciais em matéria de política externa, Obama, que cumpre seu primeiro mandato como senador pelo Illinois, iria reunir-se com o grupo na quarta-feira.

Madeleine Albright foi assessora-chave da senadora Hillary Clinton quando a ex-primeira-dama competiu com Obama pela indicação presidencial democrata.

A campanha de Obama vem buscando o apoio de vários assessores e captadores de recursos de Hillary, na tentativa de unificar os democratas após a luta acirrada entre Obama e Hillary.

Obama vai consultar regularmente o grupo até a eleição de 4 de novembro, em que ele enfrentará o senador republicano John McCain.

O republicano, herói da Guerra do Vietnã e ex-prisioneiro de guerra, vem se manifestando com franqueza sobre questões de segurança nacional e fazendo de sua experiência em política externa uma das bases de sua campanha.

Em comunicado em que anunciou a formação do grupo de trabalho, Obama comparou a política externa de McCain à de George W. Bush e destacou que pretende retirar as tropas americanas do Iraque.

'É hora de encerrar de modo responsável a guerra no Iraque, redirecionar nossas atenções ao Afeganistão e à Al Qaeda e renovar nossa liderança global para que possamos fazer frente aos enormes desafios do século 21', disse Obama.

A campanha de McCain vem procurando retratar Obama como sendo fraco com relação à segurança nacional e criticando seu chamado por um diálogo maior com adversários dos EUA como Irã e Síria.

O anúncio da criação do grupo de trabalho foi feito depois de Obama ter preocupado os palestinos num discurso feito em 4 de junho a um grupo de lobby pró-Israel, ao dizer que Jerusalém 'vai continuar a ser a capital de Israel e precisa permanecer não dividida'. Os palestinos querem Jerusalém oriental, capturada por Israel em 1967, como capital de seu futuro Estado.

Após a reunião do grupo de política externa, Obama vai reunir-se separadamente com um grupo de cerca de 40 generais e almirantes da reserva para discutir assuntos militares, o Iraque e o Afeganistão.

Especula-se que Obama possa estar procurando um candidato a vice com formação militar.

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