Obama confirma Rahm Emanuel como chefe de gabinete

(atualiza com a confirmação de Obama) Washington, 6 nov (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou hoje que o até agora líder da bancada democrata na Câmara dos Representantes, Rahm Emanuel, aceitou ser seu chefe de gabinete.

EFE |

"Anuncio essa nomeação, a primeira, porque o chefe de Gabinete é central para a capacidade de um presidente e de uma Administração de pôr em prática seu programa", disse Obama em comunicado distribuído por sua campanha.

"Ninguém que eu conheça é melhor na hora de conseguir que as coisas sejam feitas que Rahm Emanuel", destacou Obama.

O chefe de gabinete da Casa Branca, um posto-chave dentro da Administração, tem como funções assessorar o presidente e coordenar os diferentes departamentos.

Emanuel, de 48 anos e considerado um grande conhecedor das engrenagens do Congresso americano, foi assessor do ex-presidente Bill Clinton e também um firme aliado de Obama.

O legislador, que tinha dito que faria considerações políticas e familiares antes de tomar uma decisão sobre o convite para o cargo, terá agora que renunciar à sua cadeira na Câmara de Representantes.

Politicamente, o deputado é considerado uma das estrelas em ascensão dentro do Partido Democrata. Além disso, era, até agora, visto como um possível futuro presidente da câmara baixa.

Emanuel, que dirigiu a bem-sucedida campanha dos democratas nas eleições de 2006 para a Câmara de Representantes, ficou conhecido por sua liderança de estilo direto e, às vezes, rude, que os republicanos algumas vezes consideraram excessivamente partidária.

O legislador é a primeira pessoa nomeada para um cargo dentro da Administração de Obama, que tomará posse em 20 de janeiro do ano que vem.

O presidente eleito deixou claro que quer começar a montar sua equipe o mais rápido possível. A expectativa é que, ao longo dos próximos dias, talvez até antes do fim da semana, outros nomes sejam anunciados.

O primeiro deles pode ser o do futuro secretário do Tesouro, cargo para o qual estão cotados o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Paul Volcker e o do ex-secretário do Tesouro na era Clinton, Larry Summers.

Com o anúncio quase imediato das nomeações, Obama tenta evitar os erros de Clinton, que escolheu muitos dos principais membros de seu Governo a cinco dias de sua posse, motivo pelo qual sua equipe teve pouco tempo para receber todas as informações da Administração anterior. EFE mv/rr

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