Obama concentra-se na economia e rebate ataques de McCain

WASHINGTON - O candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, disse na sexta-feira, dia em que falou principalmente sobre a economia norte-americana e rebateu os ataques pessoais lançados por seu adversário republicano, John McCain, que a crescente crise financeira requer a adoção de medidas coordenadas globalmente.

Reuters |

"Nesta economia global, os mercados financeiros não possuem fronteiras. Sendo assim, a crise atual exige uma resposta global", afirmou Obama, que lidera as pesquisas de opinião de voto a 25 dias das eleições, marcadas para 4 de novembro.

Ministros das Finanças de vários países devem se reunir em Washington no fim de semana. De olho nisso, Obama disse que as autoridades "precisam adotar passos coordenados a fim de restabelecer a confiança". O candidato, porém, não chegou a sugerir quais medidas deveriam ser tomadas.

Obama pediu que os norte-americanos se unam para ajudar a recuperar a economia, afirmando: "Não vou fingir que isso será fácil ou que sairemos desta sem pagar um preço".

"Todos precisaremos nos sacrificar e precisaremos nos esforçar porque, agora, mais do que nunca, estamos todos juntos nesta", afirmou o democrata, diante de cerca de 5.000 pessoas reunidas no prédio de um tribunal da cidade de Chillicothe (Ohio).

A crise econômica está fortalecendo Obama, já que a maioria dos norte-americanos disse em pesquisas que confiam mais nele do que em McCain para tratar dessas questões.

O republicano, em um discurso realizado em La Crosse (Wisconsin), defendeu a adoção de medidas para isentar os investidores de terceira idade da regra que exige deles a venda de ações de suas carteiras de aposentaria quando chegam aos 70 anos e 6 meses de idade.

"A fim de evitar que os investidores sejam obrigados a vender suas ações no momento em que os mercados estão em seu pior estado, essas regras deveriam ser suspensas", disse McCain.

Enquanto uma multidão enfurecida vaiava todas as vezes em que o republicano citava o nome do adversário, McCain prometeu continuar lutando.

"Quantas vezes os especialistas não decretaram o fim da minha campanha? Vamos frustá-los novamente", afirmou. "Temos 25 dias até o dia da votação."

Obama acusou o comitê de campanha de McCain de lançar uma "enxurrada de insinuações e ataques sórdidos" e disse prever que outras investidas do tipo ocorram antes das eleições.

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