Obama começa a nomear a equipe que vai dirigir os Estados Unidos

O presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, escolheu como chefe de gabinete seu amigo Rahm Emanuel, 48 anos, deputado de Illinois na Câmara dos Representantes e profundo conhecedor do mundo político de Washington e da Casa Branca por ter sido conselheiro de Clinton. Rahm Emanuel já aceitou o convite, segundo fontes democratas.

Redação com agências internacionais |


A chefia de gabinete é uma posição importante na Casa Branca, pois seu titular se torna um dos conselheiros mais próximos do presidente e geralmente pode decidir quem tem acesso à Presidência, enquanto desenvolve políticas de administração.

Assim como Obama, Emanuel é de Chicago. Em seu papel como presidente do comitê político encarregado de ajudar democratas a ganhar assentos no Congresso norte-americano, Emanuel foi considerado o principal articulador da Câmara dos Deputados em 2006.

Tempos de crise

Nesta quinta-feira, Obama, que tomará posse no dia 20 de janeiro, começou a designar a equipe que vai dirigir um país que administra duas guerras, ao mesmo tempo em que luta contra uma grave crise econômica.

É justamente por causa da crise que Obama precisa mostrar serviço rapidamente. Em 1992, o início da presidência de Bill Clinton foi caótico devido à falta de preparação da nova equipe dirigente. A equipe do homem que ainda é senador de Illinois informou que o nome do futuro secretário do Tesouro deverá ser anunciado nos próximos dias.

Quatro personalidades são cotadas para suceder a Henry Paulson, entre elas dois ex-secretários do Tesouro de Bill Clinton: Lawrence Summers, hoje professor da universidade Harvard, e Robert Rubin, hoje diretor do banco Citigroup.

Os dois outros nomes citados são os de Timothy Geithner, presidente do Banco Central de Nova York, e de Paul Volcker, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) americano.

Volcker foi um dos mais próximos conselheiros de Obama no momento da crise financeira mas, segundo pessoas próximas ao presidente eleito citadas pelo "The Wall Street Journal", ele reluta em aceitar o cargo.

De acordo com estas fontes citadas pelo jornal, Obama deve nomear uma equipe, subordinada diretamente à Casa Branca, encarregada de monitorar a aplicação das novas estruturas de regulamentação do sistema financeiro. Volcker é cotado para assumir o comando desta equipe.

Para o departamento de Estado, o nome de John Kerry, adversário de George W. Bush na eleição presidencial de 2004, é um dos mais citados pela imprensa americana. Entretanto, Brigid O'Rourke, a porta-voz do senador de Massachusetts, que foi reeleito terça-feira para um novo mandato de seis anos, qualificou esta hipótese de "ridícula".

Para suceder a Condoleezza Rice, também foram mencionados os nomes de Bill Richardson, governador do Novo México, Richard Holbrooke, ex-embaixador dos Estados Unidos na ONU, e Richard Lugar, senador republicano de Indiana.

Outro senador republicano, Chuck Hagel, veterano da guerra do Vietnã, pode assumir o comando do Pentágono ou até do departamento de Estado. Segundo o jornal Politico, um dos mais cotados para o cargo de secretário da Defesa dos Estados Unidos é Colin Powell, ex-chefe da diplomacia de Bush também citado como eventual secretário da Educação. Existe também a possibilidade de o atual titular do posto, Robert Gates, permanecer no cargo depois do dia 20 de janeiro.

O nome de Richard Danzig, principal conselheiro de Obama para os assuntos de defesa durante a campanha e ex-secretário de Bill Clinton, também é cogitado para o Pentágono.

Com informações da AFP e da Reuters

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