Obama chega ao Afeganistão e visita tropas dos EUA

CABUL - O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarcou nesta manhã no Afeganistão depois de uma breve parada no Kuwait, em seu tour internacional ao Oriente Médio e à Europa.

Redação com agências |

O primeiro compromisso do senador por Illinois em território afegão foi uma visita às tropas norte-americanas no leste do país. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Afeganistão, sultão Ahmad Baheen, disse neste sábado que Obama vai se reunir com o presidente Hamid Karzai durante sua passagem pelo país.

O porta-voz militar dos EUA, sargento David Hopkins, afirmou que Obama e outros dois senadores fizeram uma breve parada no campo de aviação de Jalalabad, na província de Nangarhar, para visitarem os soldados no local. Esta é a primeira visita do democrata ao cenário de uma guerra que, segundo ele, merece mais atenção e mais tropas.

O Afeganistão está enfrentando o ressurgimento do Taleban, quase sete anos após a invasão liderada pelos EUA no país para tirar o grupo militante do poder. Nas últimas semanas, a violência ligada ao Taleban piorou com a ocorrência de alguns dos ataques mais mortais contra as tropas estrangeiras no país.

Obama, que viaja como membro de uma delegação oficial do Congresso dos EUA, também se reuniu com líderes militares e tropas norte-americanas na Base Aérea de Bagram, a principal dos EUA no país.

A visita ao Afeganistão ocorre menos de quatro meses antes da eleição presidencial norte-americana e tem muitas implicações políticas. O rival republicano John McCain tem criticado Obama pela sua falta de tempo na região.

Iraque

O senador de Illinois também deve fazer uma parada no Iraque, onde deverá se reunir com o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Obama defende o fim do papel de combate dos Estados Unidos no Iraque com a retirada gradual das tropas.

Contudo, ele apóia o aumento do compromisso militar do país no Afeganistão, onde acredita-se que o líder terrorista Osama bin Laden esteja escondido junto a fronteira com o Paquistão.

A caminho do Afeganistão, o candidato democrata parou ontem no Camp Arifjan, a principal base militar dos Estados Unidos no Kuwait e principal portão de entrada dos soldados norte-americanos que chegam e partem do Iraque. O tenente-coronel Bill Nutter, porta-voz militar dos EUA no Kuwait, disse que Obama "conversou com soldados e eleitores e se reuniu com os líderes militares da base".

Durante a visita de duas horas, os militares deram ao candidato do Partido Democrata uma visão geral das operações, disse Nutter. Obama apertou as mãos dos soldados, respondeu perguntas, fez pose para fotos e jogou um pouco de basquete durante a visita.

Comitiva

Obama viaja na companhia dos senadores Chuck Hagel (Republicano) e Jack Reed (Democrata), ambos veteranos de guerra que têm sido mencionados pela mídia como potenciais candidatos a vice-presidente do democrata. Contudo, Reed já declarou que não está interessado na vaga.

Na terça-feira Obama deverá fazer uma parada na Jordânia, antes de viajar para Israel e depois seguir para a Europa, onde visitará a Alemanha, a França e o Reino Unido.

Frenesi informativo

A viagem do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, acaba por se assemelhar a visitas presidenciais.

Em geral, a Casa Branca costuma tornar pública quando será realizada uma viagem presidencial pelo menos uma semana antes do início -as exceções são visitas ao Iraque ou Afeganistão. Já a equipe de campanha de Obama manteve o mistério sobre a data oficial, que só foi divulgada poucos dias antes.

A viagem já gerou um verdadeiro frenesi informativo. Cerca de 200 jornalistas pediram para acompanhar o candidato, mas a equipe de Obama só pôde conseguir vaga para aproximadamente 40.

Em comparação, McCain viajou ao exterior em três ocasiões nos últimos quatro meses, mas recebeu uma cobertura midiática muito inferior. Em sua visita ao México e à Colômbia, apenas duas das grandes emissoras enviaram enviados especiais, e nenhum deles era apresentador de noticiários.

Alguns meios de comunicação já compararam a cobertura e a expectativa da viagem de Obama - a primeira ao exterior desde que começou a temporada de primárias, em janeiro - a uma turnê dos Beatles.

Até o momento, pouco se sabe sobre as atividades de Obama em sua viagem. No entanto, está previsto um encontro com os líderes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, e uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, na Alemanha.

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Com EFE, Agência Estado e AFP

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