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Nancy Pelosi diz que corrida democrata deve seguir seu curso

WASHINGTON - A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse hoje que é preciso deixar que a campanha democrata siga seu curso, embora tenha afirmado que a elite do partido deverá se pronunciar antes da convenção de agosto sobre o candidato da legenda.

EFE |

    "As eleições têm que seguir seu curso", declarou Pelosi à rede de televisão "ABC", em meio a uma crescente pressão do seio do Partido Democrata para encerrar a luta entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton pela candidatura à Casa Branca.

    A esta altura, está claro que nenhum dos dois conseguirá os 2.024 delegados necessários para o lançamento da candidatura presidencial, por isso é provável que os 800 superdelegados - altos funcionários do partido e outros cargos - sejam aqueles que terão a última palavra.

    Segundo a última apuração da rede americana "CNN", Obama tem 1.626 delegados, enquanto Hillary tem 1.486.

    O sistema de distribuição proporcional faz com que seja provável que Obama termine as eleições primárias com mais delegados, e a resposta lógica dos superdelegados seria apoiar quem conta com maior apoio popular.

    Essa combinação de fatores aumentou a pressão sobre Hillary para que se retire e evite, dessa forma, um desgaste que ameaça as possibilidades de vitória democrata no pleito de novembro.

    O temor da elite democrata, incluindo o próprio presidente do partido, Howard Dean, é que a briga se prolongue até a convenção de agosto em Denver (Colorado), onde acontece a votação dos superdelegados.

    Por isso, tanto Dean, na semana passada, quanto Pelosi, hoje, pediram que se pronunciem os mais de 300 superdelegados que ainda não tornaram públicas suas preferências.

    Pelosi disse hoje que sua legenda deve apoiar um dos aspirantes à Casa Branca "muito antes" da convenção do partido.

    A presidente da Câmara de Representantes havia mencionado anteriormente que os superdelegados deveriam respaldar a opinião pública, em declarações que foram interpretadas como uma forma de apoio a Obama.

    A congressista, porém, afirmou hoje que não está claro o que ocorrerá com as eleições primárias que acontecem até junho.

    "A senadora Hillary pode ir à convenção como a candidata", afirmou, reiterando que seria negativo para o partido dar a impressão de que os superdelegados anularam a vontade popular.

    O governador do Novo México e ex-pré-candidato presidencial democrata Bill Richardson também se referiu hoje à campanha presidencial.

    Richardson disse acreditar que Hillary não deve abandonar a batalha pela Casa Branca, apesar de afirmar que os números favorecem Obama.

    Em torno dessa polêmica, Richardson considerou importante que os democratas não tenham "tanta divisão e desacordo" antes da convenção do partido.

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