Movimento iraquiano pede a Obama que defenda os direitos dos negros no Iraque

BAGDÁ - O Movimento dos Iraquianos Livres, que defende o direito dos iraquianos de raça negra, instou hoje o candidato democrata à presidência americana, Barack Obama, a defender a causa de seus irmãos de raça.

EFE |

"Obama deve considerar seus irmãos de raça, que são os negros do mundo", declarou o líder do MIL, Abdel Hussein Abdel Razaq, em declarações à agência "Aswat Al Iraq".

Além disso, encorajou o candidato democrata americano a pedir aos negros dos EUA que "prestem atenção à causa no Iraque, pois é a mesma causa, já que esta raça sofreu ao longo da história no mundo todo".

As declarações de Razaq acontecem depois que na última segunda Obama visitasse Bagdá, onde conversou com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki sobre a situação das tropas posicionadas no país por Washington, assim como sobre a preparação e disposição das tropas iraquianas.

Os dois dirigentes abordaram também a possibilidade de uma retirada das tropas norte-americanas.

Neste mesmo dia, o MIL celebrou uma conferência na província de Basra, a cerca de 580 quilômetros de Bagdá, onde mora a maioria da população iraquiana de origem africana.

Na reunião, os representantes desta entidade pediram ao Governo iraquiano "que faça dos negros participantes do processo político para acabarem com os efeitos negativos que deixaram as últimas décadas neste segmento da população iraquiana, e que levaram à escravidão e à repressão".

Os negros foram levados ao Iraque por fazendeiros para trabalharem em Basra em cultivos.

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