McCain tenta ganhar território durante a turnê de Obama

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, está tentando ganhar território durante a viagem de seu adversário democrata Barack Obama ao Oriente Médio e visita uma série de estados considerados cruciais para a eleição presidencial de novembro.

AFP |

O senador do Arizona participa nesta segunda-feira de um comício no Maine (nordeste) e tem previsto até o fim da semana passar por Colorado (oeste), New Hampshire (nordeste), Ohio (norte) e Pensilvânia (leste) para defender seu programa econômico, energético e social. McCain foi também a Michigan (norte), um outro estado-chefe, na sexta-feira.

A situação econômica continua sendo a principal preocupação dos eleitores americanos e nenhum candidato conseguiu até agora ganhar vantagem decisiva sobre seu adversário neste assunto.

McCain quer aproveitar esta brecha. "Pouco importa se McCain não consegue convencer com suas propostas econômicas em nível nacional. O que conta é se ele vai conseguir convencer em Michigan, Ohio e Pensilvânia", comentou Neil Newhouse, especialista republicano em questões eleitorais.

Ohio, um estado duramente atingido pela crise econômica, escolheu George W. Bush em 2004 e privou assim o democrata John Kerry da Casa Branca.

Preocupado em parecer próximo a pessoas comuns, McCain previu passeios pelas ruas e padarias.

Experiência econômica

Entrevistado nesta segunda-feira pela NBC, McCain garantiu ter "muito mais experiência" que seu adversário em questões econômicas. Convidado da CBS, o senador do Arizona explicou que a "primeira prioridade do presidente dos EUA é garantir a segurança dos cidadãos americanos". "Mas", acrescentou, "a economia está castigando muito os americanos e aliviá-los será uma das prioridades como presidente".

McCain pretende assim encerrar o caso Phil Gramm. Um dos principais conselheiros econômicos de McCain e vice-presidente de seu comitê de campanha, Gramm considerou há dez dias os EUA uma nação de "chorões" e afirmou que, "se houvesse recessão seria uma recessão psicológica". Diante do escândalo provocado por estas declarações Gramm deixou o comitê de McCain sexta-feira.

Apesar de todos os seus esforços, McCain tem dificuldades em se fazer ouvir. A visita de Obama a Cabul e a Bagdá foi a manchete de todos os jornais nesta segunda-feira. Convidado pelos jornais matinais de todos os grandes canais de televisão, McCain foi muito questionado sobre a visita de seu adversário democrata ao Afeganistão e no Iraque. Na ABC, ficou desconcertado a uma pergunta sobre se estava achando a cobertura na mídia desproporcional. Ele disse que os americanos é que deveriam responder a esta pergunta.

Cansado, o senador do Arizona cometeu um deslize ao falar da situação na fronteira "iraquiano-paquistanesa" - estes dois países não têm fronteira comum.

Após uma visita ao Afeganistão, ao Kuwait e ao Iraque, Obama chega nesta segunda-feira a Jordânia, mas depois ainda vai a Israel e a mais três países europeus (França, Alemanha e Grã-Bretanha).


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