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O candidato republicano à eleição presidencial americana, John McCain, declarou nesta segunda-feira que quer levar todo mundo de volta à mesa de negociações, depois da rejeição do plano de resgate dos bancos pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos.


Durante uma coletiva em Des Moines (Iowa, centro dos EUA), McCain explicou que deseja "desempenhar um papel construtivo e levar todo mundo de volta à mesa de negociações".

"Peço ao Congresso que volte imediatamente ao trabalho para resolver esta crise", disse o candidato republicano. "Agora não é hora de determinar quem são os culpados, e sim de resolver o problema".

McCain também afirmou ter conversado por telefone com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e com o presidente do Fed, Ben Bernanke, antes de viajar a Colombus, em Ohio (norte dos EUA), para um comício.

Ataques

Contrariando todas as previsões, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou, por 228 votos a 205, o plano de Paulson, que estipula a liberação de 700 bilhões de dólares para recomprar os créditos podres acumulados pelos bancos no setor imobiliário.

Em comunicado, o principal assessor econômico de McCain, Doug Holtz-Eakin, culpou Obama e os democratas pela rejeição do pacote, apesar de o pacote de resgate ter obtido o voto a favor de 60% dos democratas e de apenas 33% dos republicanos.

"Este projeto de lei fracassou porque Barack Obama e os democratas colocam a política à frente dos interesses do país", disse Doug Holtz-Eakin, acrescentando que desde o início os democratas se alinharam contra os esforços de McCain para apoiar um acordo bipartidário.

"A partir do momento que John McCain suspendeu sua campanha e chegou a Washington para cuidar da crise, ele foi atacado pela liderança dos democratas", afirmou Holtz-Eakin. "Esses ataques partidários foram um esforço para ganhar vantagem política durante a crise econômica nacional. Ao fazer isso, ele [Obama] colocou os lares, as vidas e as poupanças de milhões de famílias americanas em risco".

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