McCain prioriza comércio em viagem a Colômbia e México

Comércio, drogas e imigração são os temas que estarão no topo da agenda do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, durante visita à Colômbia e ao México esta semana, planejada com o objetivo de demonstrar que sua experiência em política externa supera a de seu rival democrata, Barack Obama.

Reuters |

McCain, senador pelo Arizona, se encontra na terça e quarta-feira com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e outras autoridades locais em Cartagena, na primeira etapa de uma viagem de três dias à América Central e do Sul.

Na quinta-feira está programado um encontro de McCain com o presidente mexicano, Felipe Calderón, na Cidade do México.

Depois ele retorna ao Arizona para participar das celebrações do 4 de Julho, o feriado da data da independência dos EUA.

A viagem dá ao senador republicano a oportunidade de mostrar que está comprometido com o livre comércio e também de tratar de questões importantes para os eleitores hispânicos, grupo que ele está tentando cortejar na campanha.

'Quero ir lá para agradecer por seus esforços, tanto ao México como à Colômbia, em tentar combater o comércio de drogas', disse McCain aos repórteres na segunda-feira, ao comentar os objetivos de sua viagem.

'Quero lhes falar de minha crença em acordos de livre-comércio, mas também lhes pedir, especialmente no caso do México, que reformem suas economias para que se tornem economias mais abertas e competitivas.'

Obama, que é senador pelo Illinois, tem defendido a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) para que haja melhorias no meio ambiente e nas questões trabalhistas. Ele ameaçou retirar os EUA do pacto -- também integrado pelo Canadá e México -- se isso for necessário para obter essas melhorias.

McCain critica essa posição de Obama e usou a viagem ao Canadá, no mês passado, para demonstrar seu apoio ao Nafta.

Como no caso do Canadá, o candidato republicano insistiu que seu atual giro não tem finalidade política. A visita é financiada por verbas de campanha, mas é improvável que ele critique Obama enquanto estiver em solo estrangeiro.

Mesmo assim, McCain destacou a oposição de Obama a um acordo de livre-comércio com a Colômbia como uma das principais diferenças de seus programas de governo, que ele pretende salientar nesta viagem.

'Ele não apóia o Acordo de Livre Comércio com a Colômbia.

Acho que haveria consequências muito sérias se nós reprovarmos nosso aliado mais próximo', disse McCain.

A Colômbia vê o acordo de comércio com os EUA como central em seus esforços para estabilizar sua relação com a maior economia do mundo e obter novamente a o grau de investimento de agências de classificação de risco, que perdeu como consequência da crise econômica de 1999.

Obama, como muitos democratas, argumenta que a Colômbia precisa reduzir a violência e o assassinato de membros de sindicatos antes de o Congresso dos EUA aprovar o pacto. Outros encorajam McCain a se concentrar na questão dos direitos humanos na Colômbia.

Quanto ao México, McCain disse que a imigração será um dos assuntos principais nas conversas.

'Quero trabalhar com o governo mexicano para a segurança de nossa fronteira', disse ele.

Leia mais sobre: eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG