McCain lidera pesquisa e mostra que disputa com Obama ainda está no início

WASHINGTON - Uma nova pesquisa no qual o candidato republicano John McCain aparece na frente de Barack Obama pela primeira vez demonstra que não é fácil transformar o entusiasmo de seus seguidores em vantagem eleitoral.

Redação com agências internacionais |

Obama não consegue subjugar definitivamente seu rival republicano John McCain nas pesquisas.

A pesquisa realizada pelo instituto Zogby/Reuters coloca na liderança o senador republicano pelo Arizona, com 46% das intenções de voto, em comparação ao 41% de Obama, e é divulgada apenas cinco dias antes do início da Convenção Democrata em Denver (Colorado).

Esta mudança na liderança na pesquisa de intenções de voto acontece após um mês de ataques contra Obama do comitê de campanha de McCain, que apresentou seu rival em vários anúncios de TV como uma simples celebridade, alguém que poderia não estar pronto para assumir o comando do país.

Os republicanos também criticaram a oposição de Obama às explorações petrolíferas em águas profundas e evitaram comentar sua recente viagem pelo Oriente Médio e pela Europa.

A estratégia parece ter dado resultado, diante não apenas da pesquisa recém divulgada, mas de uma média de sondagens realizadas pela emissora "CNN", que mostra que Obama tem uma vantagem de três pontos, irrelevante do ponto de vista estatístico e inferior aos oito pontos de julho.

Dúvidas sobre Obama

Bill Schneider, analista político da "CNN", declarou que McCain e sua equipe estão aplicando as táticas da senadora democrata Hillary Clinton, que competiu e perdeu para Obama nas primárias.

Da mesma forma que Clinton, os assessores de McCain também semearam dúvidas sobre a capacidade de liderança de Obama, um político de 47 anos que está a apenas três como senador em Washington.

Obama, que até agora tinha insistido em manter o espírito positivo de sua campanha, que se baseia em sua mensagem central de mudança e esperança, adotou um tom mais beligerante esta semana ao retornar de suas férias no Havaí, seu estado natal.

"Vou vencer. Não se preocupem", disse no domingo em um ato de arrecadação de fundos em San Francisco, no qual reconheceu o nervosismo que existe nas fileiras do partido diante do desgaste da campanha orquestrada pelos republicanos.

"Tudo o que John McCain quer fazer é falar de mim", acrescentou, para insistir que o que seus rivais buscam é infundir medo sobre uma possível presidência de Obama, pois não têm outros argumentos para vencer em novembro.

Críticas econômicas

Nos últimos dias, insistiu também no vínculo entre McCain e as políticas fracassadas da atual Casa Branca e descreveu seu rival como um político que atua em função das pesquisas e que está desligado do cidadão comum.

Obama concentra grande parte de sua atenção na fraqueza econômica do país, um tema que discutiu nesta quarta em Virgínia, onde tentou convencer os eleitores de que é o candidato melhor preparado para enfrentar os problemas internos dos EUA.

Porém, a pesquisa divulgada hoje mostra que McCain tem nove pontos percentuais de vantagem sobre Obama (49% contra 40%) entre os eleitores, aos quais foi feita a pergunta: Quem seria o melhor gerente econômico? Quase a metade dos eleitores afirmou que esta é sua principal preocupação para as eleições do dia 4 de novembro.

McCain, um veterano do Vietnã e prisioneiro de guerra, diz, por sua parte, que é o candidato com credenciais mais sólidas nos assuntos de segurança nacional e política externa.

O conflito na Geórgia, que lembrou as piores pesadelos da Guerra Fria e a instabilidade no Paquistão após a renúncia do presidente Pervez Musharraf reforçaram o já considerável protagonismo da política externa na atual corrida pela Casa Branca.

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