McCain lança novo comercial sobre situação econômica dos EUA

WASHINGTON - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, aproveitou a crise em Wall Street para anunciar um comercial sobre a política econômica defendida por seu plano de governo e que foi desqualificado por seu adversário, o democrata Barack Obama.

EFE |

O anúncio "Crisis" começa com o narrador falando: "Nossa economia está em crise. Apenas reformistas comprovados como John McCain e Sarah Palin (a candidata à vice-presidente na chapa republicana) podem regulá-la".

A narração é intercalada com imagens da Bolsa de Valores de Nova York, enquanto o nome do banco de investimento Lehman Brothers, que deve declarar falência, aparece na tela.

O comercial lembra as propostas de McCain, inclusive sua promessa de reduzir os impostos, de explorar petróleo em alto-mar, de lutar contra os juros especiais e de criar regras mais duras em Wall Street.

O comercial acaba com uma foto de McCain e Palin e a palavra "experiência", mas nenhum dos dois tem longo histórico em assuntos econômicos.

McCain foi membro da Comissão de Comércio do Senado, mas se especializa em temas de política externa. Palin, por sua vez, é governadora do Alasca há menos de dois anos.

A campanha de Obama minimizou os argumentos de McCain ao destacar que o senador republicano está em Washington há 26 anos e "não levantou nem um dedo" para reformar as leis que poderiam ter prevenido a crise.

A campanha de Obama também criticou McCain por propor cortes de impostos no valor de US$ 200 bilhões para as maiores empresas, mas "nem um centavo para os mais de 100 milhões de americanos que estão preocupados com suas economias e sua capacidade para pagar suas hipotecas".

A crise nos mercados concentra hoje as campanhas eleitorais dos dois candidatos à Presidência dos EUA, depois que o Lehman Brothers declarou falência ontem à noite.

Além disso, também foi anunciada ontem a compra do Merrill Lynch pelo Bank of America por US$ 44 bilhões.

A situação precipitou não só a compra do Merrill Lynch, mas também uma série de iniciativas privadas e públicas para tentar proteger o sistema financeiro das conseqüências da falência.

Um grupo de dez bancos internacionais, entre eles o próprio Bank of America, Barclays, Deutsche Bank e o UBS, anunciou ontem à noite a formação de um fundo que servirá de garantia para o sistema financeiro.

Leia mais sobre eleições nos EUA

    Leia tudo sobre: eleições nos eua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG