McCain invoca fantasmas de socialismo e guerra nuclear para atacar Obama

O candidato republicano à presidência, John McCain, recorreu ao fantasma do socialismo e da guerra nuclear para atacar seu rival democrata Barack Obama, criticando seu programa econômico e sua suposta falta de experiência, a doze dias das eleições americanas.

AFP |

"O senador Obama está mais interessado em controlar quem recebe um pedaço da torta do que em fazer a torta crescer", acusou McCain em um ato de campanha em Ormond, na Flórida (sudeste).

"Neste país acreditamos em fomentar as oportunidades para aqueles que criam postos de trabalho e aqueles que precisam disso", disse McCain, que ataca Obama por ter declarado que pretende "redistribuir a riqueza", o que, a seu ver, comprova sua inclinação socialista, epíteto altamente negativo nos Estados Unidos.

O senador pelo Arizona, de 72 anos, advertiu que o plano econômico de Obama, que inclui aumentar impostos de empresas que faturem mais de 250.000 dólares por ano, "mataria empregos" e "entraria em vigor no pior momento possível para os Estados Unidos".

Além disso, McCain insistiu em seus ataques depois que o companheiro de chapa de Obama, Joe Biden, admitiu que, assim como o ex-presidente John F. Kennedy, o senador por Illinois de 47 seria posto à prova por uma crise internacional nos primeiros seis meses na Casa Branca.

"O senador Obama tentou explicar que seu companheiro de chapa algumas vezes é propenso a 'floreios retóricos'. Verdade?", perguntou McCain com um sorriso. "Esta é outra maneira de dizer que, acidentalmente, ele falou com franqueza", indicou.

McCain, veterano da guerra de Vietnã, faz questão de frisar que possui "um pouco de experiência pessoal", adquirida durante a "crise dos mísseis" em Cuba em 1962.

"Eu era piloto da marinha de guerra a bordo do 'USS Enterprise'", afirmou. "Estava pronto para entrar em combate. Sei o quão perto estivemos de uma guerra nuclear. Eu não serei um presidente que precisará ser posto à prova. Eu já fui posto à prova", concluiu.

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