McCain e Obama declaram trégua política para o 11 de setembro

Os adversários na eleição presidencial dos Estados Unidos John McCain e Barack Obama suspenderam, nesta quinta-feira, a disputa pela Casa Branca para lembrar o sétimo aniversário dos atentados de 11 de setembro, e inclusive apareceram juntos.

Reuters |


Durante todo o dia, eles não exibiram propaganda eleitoral e, algo raro, foram ao mesmo local, o terreno onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center. Os candidatos apertaram as mãos e desceram lado a lado a rampa que dá acesso ao local, onde foram saudados por policiais e bombeiros. Ambos depositaram rosas num espelho d'água que simboliza as torres e mantiveram a cabeça baixa por 15 segundos.



McCain e Obama participam de homenagem no Marco Zero/foto: AP


Houve cerimônias alusivas à data também no Pentágono e na Pensilvânia, onde outros dois aviões caíram naquele dia. Ao todo, os ataques da Al Qaeda mataram quase 3.000 pessoas.

De manhã, McCain participou de uma cerimônia em Shanksville, na Pensilvânia, onde caiu o vôo 93 da United Airlines, que supostamente seria atirado por sequestradores contra o Capitólio (Congresso).

"Nenhum norte-americano vivo deve jamais esquecer o heroísmo que ocorreu nos céus acima deste campo em 11 de setembro de 2001", disse McCain, aludindo aos passageiros que, em luta com os sequestradores, derrubaram o avião.

O republicano depositou flores no local e ouviu o nome dos passageiros sendo lidos ao som de sinos, como ocorre todo os anos.

Obama almoçou com o ex-presidente Bill Clinton antes de encontrar McCain no chamado Marco Zero. "Nunca vamos esquecer os que morreram. Vamos sempre lembrar dos esforços heróicos dos nossos bombeiros, policiais, equipes de emergência, e dos que sacrificaram as próprias vidas no vôo 93 para proteger seus compatriotas americanos", disse Obama em nota.

"Lembremos que os terroristas responsáveis pelo 11 de Setembro continuam à solta, e devem ser trazidos à Justiça. Tenhamos resolução para derrotar as redes terroristas", disse.

Pesquisa CNN divulgada na quinta-feira mostrou que a ameaça do terrorismo é a quarta questão mais importante para os eleitores dos EUA, atrás da economia (preocupação de mais da metade), da guerra do Iraque e da saúde.

McCain, ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, tem ampla preferência entre os eleitores que priorizam questões de segurança e política externa, segundo as pesquisas.

Até recentemente, McCain dava muita ênfase à sua maior experiência, tema que sumiu depois de ele escolher como vice a quase desconhecida governadora do Alasca, Sarah Palin, de 44 anos.

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