McCain diz que Irã é a ameaça mais grave da história de Israel

EUA - O candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, disse na quarta-feira que o Irã representa a maior ameaça da história de Israel -- país que seu rival Barack Obama visita na quarta-feira, enquanto ambos disputam o eleitorado judeu norte-americano.

Reuters |

Assessores de McCain realizaram uma teleconferência para enfatizar o fato de que há alguns meses Obama declarou que estaria disposto a se encontrar com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que já manifestou certa vez o desejo de destruir Israel.

Em evento com eleitores na Pensilvânia, McCain disse que o perigo do programa nuclear iraniano, a presença de grupos terroristas nos arredores e as turbulências políticas internas são graves ameaças a Israel.

'Estou preocupado com a expansão nuclear iraniana, particularmente quando há um presidente [Ahmadinejad] que vem à ONU e diz que seu país vai 'apagar Israel do mapa'', disse McCain. 'Eles têm meios para isso.'

O Ocidente acusa o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, embora Teerã diga que seu programa atômico é exclusivamente pacífico, voltado para a produção de energia.

Obama vem enfatizando com freqüência seu apoio a Israel, e na quarta-feira disse que não exigiria do país concessões no processo de paz que ameacem sua segurança.

Já McCain elogiou Alemanha, Grã-Bretanha e França por se empenharem por 'sanções significativas' contra Teerã.

'Acredito que podemos resolver isso colocando pressão suficiente sobre os iranianos, diplomaticamente, economicamente e de todas as outras formas', disse ele. 'Os Estados Unidos já disseram e dirão uma outra vez que nunca permitiremos um segundo Holocausto', disse o senador, sob aplausos.

Depois, falando a jornalistas, ele afirmou que seria difícil dizer agora como o seu eventual governo seria diferente do de Obama a respeito de Israel.

'Não sei, porque nunca sei exatamente qual é a posição dele', afirmou McCain, lembrando das recentes idas e vindas do seu rival a respeito de Jerusalém.

No mês passado, Obama disse num evento judaico que Jerusalém deveria ser a capital indivisa de Israel -- o que contraria o desejo dos palestinos, de que a parte oriental da cidade seja a capital de seu futuro Estado.

Diante da reação indignada dos palestinos, Obama recuou e disse que tinha se expressado mal.

McCain luta nesta semana para não se deixar ofuscar pela viagem internacional de Obama. Na quinta-feira, o republicano pretendia visitar uma plataforma de petróleo no golfo do México, enquanto Obama estaria discursando em Berlim. McCain acabou tendo de cancelar o evento devido ao mau tempo.

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