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McCain diz que imigrantes ilegais são filhos de Deus

WASHINGTON - O candidato republicano para as eleições presidenciais norte-americanas de novembro, John McCain, gravou nesta sexta-feira uma mensagem televisiva dirigida aos eleitores latino-americanos, na qual elogia os soldados de origem latina e afirma que os imigrantes são filhos de Deus.

Ansa |

McCain e seu rival democrata, Barack Obama, estão brigando duramente pelo voto dos latino-americanos, o qual - segundo inúmeros analistas - poderá ser decisivo em vários estados norte-americanos nas eleições de 4 de novembro.

Obama, segundo a maioria das pesquisas, está na frente entre a população latino-americana, inclusive por uma margem de 2-1 segundo algumas pesquisas de intenção de voto.

A mensagem de McCain será transmitida nos estados do Colorado, Nevada e Novo México, onde o índice da população latino-americana é muito alto. Essas declarações foram tiradas de um debate entre os aspirantes à indicação republicana ocorrido em junho do ano passado.

Nelas, McCain lembra seus companheiros de combate de origem hispânica no Vietnã e aponta a ampla presença de latinos no Iraque e no Afeganistão. Muitos desses soldados, destacou McCain, contam apenas com o "green card" de residência nos Estados Unidos e combatem no fronte "porque amam muito esse país" e porque esta é uma maneira de acelerar a aquisição da cidadania, acrescentou.

"Lembremos sempre que eles são filhos de Deus", disse McCain na mensagem televisiva. "Eles devem vir ao país de maneira legal, pois eles enriqueceram nossa cultura e nosso país, assim como cada geração de imigrantes antes deles", completou.

Questão difícil

A questão da imigração vem sendo uma das mais espinhosas para McCain, que foi um dos principais patrocinadores da lei de reforma imigratória, rejeitada pelo Senado.

A lei previa uma série de reforços na segurança fronteiriça e nos controles imigratórios, mas também a abertura de um caminho em direção à regularização da situação da maioria dos quase 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país.

No entanto, à medida que foi se aproximando a indicação do candidato republicano, McCain renegou seu apoio à reforma imigratória e assegurou que, ao chegar à Casa Branca, não aprovaria uma lei semelhante.

Essa postura contra os imigrantes o aproximou da base conservadora dos republicanos, no entanto, colocou-o em má situação diante do eleitorado latino, que segue com muita atenção a questão imigratória, em especial porque a grande maioria dos novos habitantes do país provêm da América Latina.

McCain irá falar na segunda-feira em San Diego, na Califórnia, na convenção anual do Conselho Nacional de La Raza, uma das principais organizações de latino-americanos do país. Obama fará o mesmo um dia antes.

Este será o terceiro "duelo hispânico" de ambos os senadores nas últimas semanas. Obama e McCain falaram na semana passada na reunião anual da Associação de Funcionários Hispânicos e, nesta semana, com os delegados da convenção da Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos.

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