McCain critica a Rússia, mas diz querer evitar Guerra Fria

SAINT PAUL (Reuters) - Depois de criticar duramente a Rússia por invadir a Geórgia, o candidato republicano à presidência dos EUA John McCain disse na quinta-feira (horário local) que pretende manter uma boa relação com Moscou e evitar o retorno da Guerra Fria. Ao aceitar a nomeação presidencial de seu partido, McCain foi ovacionado ao criticar a invasão militar russa à vizinha Geórgia no mês passado.

Reuters |

'Os líderes da Rússia, ricos em petróleo e corrompidos pelo poder, têm rejeitado os ideais democráticos e as obrigações de um poder responsável. Eles invadiram um vizinho pequeno e democrático para ganhar mais controle sobre o abastecimento mundial de petróleo', disse McCain.

O republicano é um crítico de longa data do primeiro-ministro russo Vladimir Putin, a quem acusa de violar os direitos humanos, e sugeriu que Moscou deveria ser excluída do G8, que reúne as oito nações mais industrializadas do mundo.

Em seu discurso, McCain disse que como presidente procurará 'estabelecer boas relações com a Rússia de modo que nós não precisemos temer o retorno da Guerra Fria'. Ele não especificou que medidas tomará se Moscou não remover suas tropas da Geórgia.

McCain enfrenta o democrata Barack Obama nas eleições presidenciais de 4 de novembro. Ele disse que os Estados Unidos devem manter-se solidários à Geórgia.

Putin afirmou que conselheiros dos EUA estiveram envolvidos na crise da Geórgia e tem acusado a Casa Branca de instigar o conflito para ajudar os republicanos na eleição.

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